segunda-feira, 10 de setembro de 2007
domingo, 9 de setembro de 2007
História de algibeira (18)
O tipo à direita deve ser o “sigurança”.
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João Távora
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quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Missionária da Caridade
(Nos 10 anos da morte da Madre Teresa)
Uma fotografia junto a um moribundo. Outra mostrando-a a sorrir. Uma frase lapidar ligando o aborto e a paz. Algum episódio que ouvimos acerca da sua vida ou qualquer coisa vista à pressa na televisão, transformaram esta freira que, em nome de Jesus, pretendeu enterrar-se nos confins do mundo, numa figura familiar a todos nós, e que todos, mais ou menos, julgávamos conhecer e compreender. Poucos terão deixado de se impressionar com a sua vida, toda dada aos pobres, vida essa que nos aparecia de um modo óbvio e como que sem segredos.
A publicação recente das suas cartas aos padres que ao longo dos anos a acompanharam em direcção espiritual vem por em causa a leitura linear da sua vida: católica-generosa-freira-orações-dedicada aos pobres-santa…
Eis que por detrás de anos de aparente tranquilidade surge a notícia de uma travessia sofridíssima face ao apelo de Deus para fundar as Missionárias da Caridade, na fidelidade intocável a essa vocação e na depuração total de uma noite começada nos anos 50 e que só terminaria a 5 de Setembro de 1997.
Não poucos cristãos, ligeiros na fé, reduzem esta a um sentimento que certifica a existência de Deus, ficando assim o Senhor refém das emoções de cada um. Mais sentimento, mais Deus. Mais sensação, mais certeza. Mais emoção, mais fé. Portanto, mais eu ‘contente’ mais Deus ‘contido’ em mim (donde, alguma razão teriam os que acusam os cristãos de serem gente que confunde a sua transpiração emocional com uma entidade pessoal a que chamam Deus). Como é óbvio, quem assim pensa e vive não deixará de encontrar motivos de desalento nas dúvidas da Madre Teresa.
Enganam-se os que sentem que Deus salva o mundo com bons sentimentos, borbulhas gasosas e outras sensações agradáveis. No âmbito do amor campeia hoje um vocabulário que não vai muito além do umbigo: ‘estar bem’, ‘realizar-se’, ‘ter direito a ser feliz’. Não que o Evangelho agache a promessa de felicidade: 100 vezes mais a promete o Senhor! Todavia, os termos são outros porque a realidade é Mistério que crucifica a pretensão do homem. Mesmo as suas boas intenções religiosas. Este só se abre ao Senhor na oblação da vontade chamada obediência, no esvaziamento de si em pobreza chamado comunhão, na ambição de uma aliança de amor maior chamada sacrifício.
A fé pode emergir dum sentimento, despertado pela Palavra. E quanto consolo não terá recebido a Madre Teresa quando o Senhor quis que ela o recebesse: alegria, alegria, paz, certeza, esperança! Mas a fé afirma-se na travessia do tempo como decisão, escolha, aventura de confiança: ‘mais Te escondes, mais o meu desejo permanece atento como sentinela’. Ou seja, a fé mede-se na fidelidade!
Deus revela-se, diz e diz-Se, apresenta-se como Pai, dá segurança e lei, vem como irmão e amigo, oferece a Sua presença interior, unção suave de gozo e paz e a partilha a Sua fecundidade. Mas o mesmo Deus vem buscar-nos a casa para nos trazer até à Sua Casa: seguem-se dias ou meses, todo o tempo que Ele providenciar, duma travessia sem dia de chegada marcado! Tempo assaltado por provações e tentações no silêncio escuro das estreitas veredas por onde se é chamado a seguir. Às vezes tempo de uma solidão invencível porque o Único que a podia vencer mais a afirma. Esse mesmo que sabe da nossa sede d’Ele e de quanta água temos guardada para o caminho nessa cisterna a que chamamos coração.
Acresce que surgiram a proclamar vitória e vingança os do costume, fardados com as pompas do ateísmo, confirmando a evidência de que a fé começa por ser um fruto da imaginação para terminar numa obsessão fraudulenta: fantasia-se Deus, Ele não se mostra, continua-se a viver fingindo que Ele existe. Daí que a Madre Teresa não fosse mais do que uma espécie de marxista sublimada, em versão católica.
Para o desmentir, bastaria lembrar que as utopias nascem generosas, afirmam-se na violência e morrem ferozes. Não consta que a Madre Teresa tenha pugnado por tribunais populares. Note-se, também, que a santa de Calcutá não deparou, a páginas tantas, na sua vida com o desmentido dos seus ideais: ‘é tudo falso’. O que se passou e que, pelo visto, muito a admirou na heroicidade do seu sofrimento, foi que nela encarnava e se cumpria o Evangelho todo, e também aquela parte em que Jesus sua sangue…
Outros, ainda, que fazem um percurso vivo e aprofundado da sua fé, não deixaram de encontrar nas dúvidas da Madre Teresa argumentos simétricos que justificam as suas próprias dificuldades existenciais que os fazem suspeitar de Deus, da Eucaristia, da alma, do céu e do resto do credo…
Julgam mal os que julgam reconhecer na Madre Teresa uma crise de fé como as suas: porque uma coisa é a suspeita de Deus que nos faz não embarcar e seguir com Ele. Não querer ir mais longe do que o nosso projecto/sonho de vida; e que o Senhor não venha perturbá-lo… Outra coisa é a aventura de quem se fez ao largo e fundo mar, lá onde fala o Adamastor, mantendo firme a face diante da vaga, das muitas vagas. Porque não é a presença de Deus no mar alto que assusta. É a Sua ausência. É o Seu permitir que sobre os justos rebentem ondas que rebentam tudo. ‘De Deus não farás imagens’ diz o mandamento. E que outra graça trouxeram à Madre Teresa todos os anos de deserto no mar alteroso senão aquela mesma que a fez identificar-se com o rosto do Filho na dom da Cruz.
Distinguem-se, ainda, os acontecimentos interiores no coração da Madre Teresa dos que nos ocorre reparar em nós, pelo facto de, nestes, a sua natureza ser vulgar: quantos ‘interesses’ próprios e privados nos que têm interesse em ter dúvidas de fé. Nada de existencial, no sentido de datado e definido pelo séc. XX, na experiência da irmã de Calcutá. Ela sabia-o: ‘não confiar’, ‘não acreditar’, ser paralisada pelo medo, são experiências correntes num tempo adoecido na lassidão da in-certeza do ‘eu’ contra a necessidade de relação disponível com o ‘Tu'.
Na Madre Teresa a raridade da vocação que a fez sofrer o que agora sabemos tem a origem no mesmo dom de excepção da sua força, da extensão da sua generosidade, da evidência do seu testemunho cristão.
Não nos resta senão bendizer a Deus que a provou, incendiou, e deu aos nossos tempos com o heróica vocação de testemunhar até ao fim um amor único, virginal, total, como 'escrava do Senhor'. Como Missionária da Caridade, portanto!
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Pe Pedro
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segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Silêncio
Calma, SILÊNCIO, paz, SILÊNCIO, serenidade, SILÊNCIO, estou só acompanhada, por Aquele SILÊNCIO que me enche e preenche.
Todos precisamos de um tempo, de um espaço, de um espelho? NÃO.
SiLêNcIo. PÁRA Mundo, AcOrDa TU aí, que estás no barulho. Repousa sem dormir, aprende a escutar o Silêncio.
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alexandrachumbo
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Visitas
Visitar a minha terra de lés a lés.
Cansar-me das suas desfigurações: acusá-las, gritá-las.
Coisas minhas -eu- atingidas, tingidas de decadência.
Chegar a cada canto e sofre-lo.
Chegar a cada canto e quere-lo.
Chegar a cada canto e dizer: “Mãe, cheguei!”
Celebrar as paisagens que dão sobre o mar
e as outras sobre a planície
que é também um mar
seco.
Dizer a vivacidade dos rios úberes
ou dos ribeiros rasos,
veias veios que sangram aflições.
Gostar dos pinheiros mansos, sempre de férias.
Reverberar suspeitas sobre os eucaliptos.
Encantar-me com as olaias.
E parar diante de um sobreiro,
soberbo.
Achar graça à pardalada.
Entrar na festa das andorinhas.
Perceber nas gaivotas o gosto pelos voos fúteis,
sempre por perto.
De quando em vez acompanhar a pretensão da águia,
que vê de cima.
Conviver com os seus escultores:
na capela levantada sobre o cabeço inacessível,
num rosto talhado a enxó
ou na face graciosa,
no assomo de carácter percebido no cão de raça
ou na expressão vernácula do dizer.
Seus maiores:
Os que fizeram os muros românicos e os barcos e os socalcos e as cidades
e inventaram sabores e fizeram vinhos e quintas
e as cantigas tristes
mais as outras,
airosas e felizes.
E os pormenores.
Bendizer os que se aventuraram:
a defender muralhas ou a embarcar prá Índia,
os que fizeram caminhos e casas lá onde a fome e a coragem os levou.
Conhecer-lhes o berço. Honrá-los.
Ser abraçado pelos seus.
Ser educado na resistência
só possível aos pobres.
E ter saudades.
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Pe Pedro
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domingo, 2 de setembro de 2007
A barbearia
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João Távora
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sábado, 1 de setembro de 2007
Bebés "irritáveis"
Em cima do teclado do computador tinha uma fotocópia de um mail, enviado para o nosso consultório (www.estimulopraxis.com). O mail era da revista "Crescer" com umas perguntas que deveria responder o mais rápido possível, para um artigo que deveria ter sido feito "ontem" (os jornalistas são todos assim?) sobre bebés "irritáveis". Aqui ficou a folha, esperando o tempo livre desta mãe psicóloga, que geralmente é... lá mais para a noite...
Acontece que o pai hoje veio a casa mais cedo (atípico) e resolveu colaborar... e eu não resisto a partilhar convosco algumas das suas respostas, escritas à mão por baixo das perguntas da jornalista:)
Pergunta 5 - "O que é feito para detectar as causas do choro?" Resposta: Primeiro abana-se o bebé e depois os pais gritam.
Pergunta 7 - "Em relação a esta situação (irritabilidade do bebé), existem alguns mitos que procurem desmistificar junto dos pais? Quais são?" Resposta: O mito do bebé calminho... só se for o bebé do vizinho.
Pergunta 8 - "Segundo a vossa experiência, a maioria das situações de choro irritável e prolongado conhece um final feliz?" Resposta: Sim. O bebé acaba por crescer e os cabelos brancos dos pais aumentam...
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alexandrachumbo
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New age
O moderníssimo aparelho do meu carro lê os CDs em MP3. Neste “formato” cabem quase vinte álbuns num simples CD de 700 megas. A fartura é tanta que o pobre desconfia. Com o ouvido atento, apercebo-me como o processo de compactação digital nos defrauda, prescindindo de tantos “bites e baites”, aparentemente redundantes. Ou eliminando os sons considerados inaudíveis ao ouvido "comum". Confesso que aquele som, redondo e de plástico, ao princípio até soa agradável. Mas ficamos com a ausência da alma, dos sombreados, dos degradés e dos ecos mais subtis da peça. Desvanece-se a profundidade e o relevo, a coloração sonora impressa pelo espaço, pela sala ou pelo estúdio e os seus materiais.
Chegado a casa, cedo à urgência: ligo o amplificador, ponho a rodar o gira-discos, fecho a porta, ajusto o volume, ponho cuidadosamente o vinil a reproduzir o órgão de Tom Koopman, tocando a Tocata e Fuga BWV 565 de Bach. Respiro profundamente e deixo-me ir.
Infelizes os satisfeitos com o que os seus humanos e precários sentidos alcançam. Vendo pouco e crendo pouco. Conformados. Tantas vezes cínicos.
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João Távora
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sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Aix
Os franceses chamam-lhe assim. So Aix. Aix-en-Provence dizem todos os estrangeiros. Se fosse possivel escolher um lugar, uma cidade, uma ideia, uma luz era aqui. Na estaçao de S. Charles, em Marselha, a esquerda, apanha-se um comboio regional, pequeno, estreito. Toda a gente folheia jornais regionais, quase ninguem toca nos jornais de Paris, e demasiado longe, o mundo e outro. A estaçao de Aix e pequena, duas linhas, para norte e Sul, e depois entra-se na luz, na claridade, em Cezanne, o mais belo pintor do tempo que ainda e o nosso. Existe um carossel onde as crianças brincam, existe algum lugar em França onde nao exista um carossel? E sabado a tarde e na Place Maribeau, o centro de Aix, so existe o silencio e as flores e a catedral e as ruelas por onde a luz nasce. So existe um pequeno rumor de um grande ecran onde se ve o jogo de raguebi, a França joga e e o desporto amado pelos franceses. Procurar a luz e procurar a essencia dos objectos, o que eles sao, a realidade. Cezanne e o pintor da luz, dos objectos que procuram uma ordem. As flores brilham, pendem das varandas e as casas projectam uma luminosidade e uma beleza que sufocam. Existe sempre referencias a Cezanne , a sua casa, as suas pinturas. A luz e o centro, e o misterio, o silencio perpetuo. Volto a Marselha no comboio e leio o jornal de Paris. Na pagina 13, ao fundo uma pequena noticia: um restaurante esta a vender pizzas com marijuana e um jornal publicou a receita o que esta a causar indignaçao na populacao local. A luz de Aix nao termina, a luz e o lugar.
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Gito
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quinta-feira, 30 de agosto de 2007
As Férias Que Mais Admiro

São as que moem até doer
e que espremem a resistência que pensávamos já não ter.
São as que nos entranham todo o corpo do lodo que trilhamos
e nos ensopam do frio da chuva
que aparece sem ser o seu tempo.
As que têm noites pouco dormidas
no desconforto de um chão duro
e dos zumbidos das melgas
impossíveis de combater no escuro.
E destas férias nasce o descanso mais procurado
(e tão pouco encontrado)
São as que nos põem a andar horas a fio,
secos ou molhados, sem conhecer o fim
mas na certeza que vamos e chegamos contentes,
porque vale a pena arriscar no que mais custa.
Vimos e ouvimos o Belo
e aprendemos a deseja-lo mais nosso.
Com gosto, esforçamo-nos pelos outros,
e percebemos como isso é tão bom.
Muitos, e com vidas tão diferentes,
rimos de coisas simples, e sorrimos por dentro
ao olhar para os risos sinceros de quem nunca assim se riu.
Sentimos a falta dos nossos que não estão,
mas aprendemos a amar mais os que estão.
Acabamos com a alma grande,
admirados com a certeza de que
(como alguém dizia)
O Bem vence.
Entre amigos, são assim as férias que mais me admiram,
as que passamos juntos,
nos acampamentos do Vale de Acór.
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Rita LM
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quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Bom dia!!!
Bom dia, bom dia, bom dia a toda a gente
Eu hoje vou trabalhar e por isso estou contente!!!
P. S. - É óptimo depois das férias saber que temos um trabalho que nos espera... não?
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alexandrachumbo
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terça-feira, 28 de agosto de 2007
Foi Assim II
Impressionou-me a descrição daqueles dias de medo e solidão, daquela entrega total e gratuita ao que, para si e naquela altura, era a causa mais bela e nobre que alguém poderia abraçar, a luta pelo supremo bem! Confesso que li a obra com o mesmo tipo de paixão com que se lê um bom romance. Senti-me na pele da autora, sofri com ela, tive medo por ela, vibrei com ela no "dia da liberdade", senti o alívio de poder viver já sem medo. Senti-lhe a alegria de poder voltar a estar com a família e com os amigos de quem se separara havia tantos anos; de poder finalmente encontrar-se frente a frente com caras que sabia existirem mas que nunca tinha podido olhar. Quando parecia que se iria finalmente realizar aquilo porque tanto lutara, consegui perceber o seu empenhamento nessa causa e a obediência cega aos que determinavam o rumo deste "grandioso" momento da história do nosso país.
Finalmente, vivi com ela os tempos de encontro directo com o comunismo real. Senti-lhe a decepção, o horror, a culpa. Intuí-lhe o desespero do sofrimento por uma causa que, não só era uma perfeita mentira, como se revelou como a mais horrível e monstruosa criação da humanidade...
Achei muito importante a denúncia das mentiras e dos enredos enganosos que todos conhecíamos ao Partido Comunista e a Álvaro Cunhal, mas que nunca tinham sido tão sistemática e, nalguns casos, pormenorizadamente descritos. Foi importante ter-nos feito perceber que estivemos por um fio de sermos engolidos por toda essa vergonhosa trama em que a autora tem a coragem de assumir a sua participação activa.
Só me pareceu ter ficado a faltar nesta obra uma referência, senão um agradecimento, por breve que fosse, e que me teria parecido justa, a todos aqueles que, conhecendo de há muito o comunismo real lutaram, antes e depois do 25 de Abril, com todas as suas forças, muitas vezes contra a própria autora, para que tal desgraça nunca caísse sobre Portugal (incluíndo colónias onde, infelizmente, isso não foi conseguido). Mas não me sinto no direito de exigir mais a quem acordou deste longo pesadelo que viveu tão intensamente e durante tanto tempo. Esse pesadelo que, como referi acima, foi a mais horrível e monstruosa criação da humanidade.
"Foi Assim" de Zita Seabra é um livro de que recomendo a todos a leitura.
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MAC
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segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Tomando sempre novas qualidades...
A maior "revolução" operada na sociedade contemporânea, subtil e orgânica, é aquela que aconteceu à relação entre o pai e os seus filhos. Mais até do que as conquistas femininas, de lugares nos estádios ou em promissoras carreiras.
Apercebo-me hoje que o meu pai ainda esboçou uns tímidos esforços, desajeitadas tentativas de intimidade, inspiradas nos inevitáveis sinais de mudança. Mas a rigidez dos "papéis" estava-lhe demasiado impregnada. Assim como aquela solidão.
A maior "revolução" dos tempos modernos, é a "revelação" da plena paternidade. Hoje, conhecemo-nos cedo, com a ajuda da pele e de uma orgânica cumplicidade. Com muitas canções, lenga-lengas, banhos de banheira, de mar e de mundo. Depois de tudo isto, que venha a vida toda, com os seus anunciados terrores e tempestades. Seremos mais fortes, por certo, o que já não é pouco.
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João Távora
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sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Férias e filhos...
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alexandrachumbo
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História de algibeira (16)
D. Carlos I (1863-1908) foi o primeiro rei de Portugal a morrer de morte violenta depois de D. Sebastião, em 1578. Foi também um dos mais inteligentes e capazes reis do seu tempo, quando a Europa era ainda, com excepção da França e da Suíça, um conjunto de monarquias. (…) D. Carlos tinha 26 anos quando foi aclamado rei, a 19 de Outubro de 1889, e apenas 44 quando morreu, a 1 de Fevereiro de 1908. (…) Era um homem independente, sensato e corajoso, capaz de suportar grandes pressões e de tomar decisões arriscadas quando se impunham. Morreu por causa das suas qualidades, não por causa dos seus defeitos.
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João Távora
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Agosto
Todos contamos com o calor de Agosto, achamos sempre que os dias vão aquecer, que amanhã é que é, mas o certo é que nunca mais é o bom tempo definitivo, o tempo que esperamos em Agosto.
Todos gostamos de planear qaulquer coisa e tudo, gostamos de saber com o que contar e contar o que sabemos por certo com ar de quem sabe:) Mas na verdade, já alguém o disse de certeza, nada sabemos e nada decidimos ao certo...
Passo a explicar, ou a complicar: agora a coisa é assim, amanhã, o que tenho como certo hoje pode alterar-se de tal forma que o que não era nada esperado se torna realidade.
É como o tempo em Agosto...
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alexandrachumbo
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terça-feira, 21 de agosto de 2007
Bandos e bandas
Como é que a coisa se processa? Eu explico: o país está a saque, o clima é ameno, arma-se a tenda num descampado qualquer, o presidente da junta fica muito agradecido porque aparece na televisão, a ‘organização do festival’, palavra-chave que irresponsabiliza toda a gente, faz então a convocatória do evento, anuncia bandas e decibéis. Respondem à chamada hordas de infelizes, só funcionam em bando, só conseguem respirar no restrito circuito do “sexo, drogas e rock and roll”!
À volta do acampamento, a guarda republicana vigia como quem toma conta de um jardim de infância!
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JSM
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domingo, 19 de agosto de 2007
A concorrência
Mas regressemos ao esférico e àquele jogo de solteiros e casados que decidiu a super taça! Ganharam os casados mas completamente divorciados do bom futebol e não fora um tiro imprevisto de um homem de leste, estou convencido que a coisa só se resolveria na marca das grandes penalidades. E por falar em penalidades, começou um novo campeonato, sem apitos, cheio de promessas, mas a tradição ainda é o que era: Elmano, que não tem nada de sadino, lá fez vista grossa a um daqueles penalties que só não se marcam em Alvalade! À noite, no indescritível programa da TVI que só fala dos clubes do estado, o assunto foi naturalmente desvalorizado, mas se fosse ao contrário, se o Sporting precisasse do rigor da lei para conseguir um bom resultado, o chinfrim que não seria!!!
Vamos até Braga onde os arsenalistas receberam os azuis e brancos com Jesualdo no fio da navalha. Valeu-lhe Quaresma em ‘livre sim’, porque correr e lutar não chegam para ganhar na cidade dos Arcebispos.
A quem não chegou jogar em campo neutro para ganhar, foi ao Benfica! Equipados a rigor, cor-de-rosa, os pupilos de Fernando Santos até nem jogaram mal na segunda parte, Katsouranis elevou-se bem na marcação de um canto e desviou para Petit ganhar vantagem, mas as equipas de Carlos Brito só se rendem no fim e o Leixões conseguiu empatar no fim. Ezequias, o mesmo que quase comprometia a equipa em lance faltoso não sancionado, num último fôlego, lançou o seu ataque e a bola cruzada para o coração da área acabou no fundo da baliza encarnada. O Benfica sem o Veiga não é tão perigoso.
Se é isto a concorrência, o Belenenses pode estar descansado. Do que vi e não vi parece-me que os ‘clubes do estado’ estão mais frágeis, porque o estado está também mais frágil. Uma boa oportunidade para o Belém se aproximar do cimo da tabela.
Saudações azuis.
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JSM
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sexta-feira, 17 de agosto de 2007
História de algibeira (14)
Segundo um relatório de um espião da coroa britânica de serviço em Lisboa ao tempo da “questão inglesa” era nas manobras dos chefes políticos que estava a lógica dos acontecimentos, porque em Portugal “a animosidade dos partidos é mais poderosa do que o patriotismo”.
George Petre, oficio a lord Salsbury, 31.3.1890 In D. Carlos – Rui Ramos, Círculo de Leitores 2006
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João Távora
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terça-feira, 14 de agosto de 2007
Aparição
Já aí vinha o rei de Castela, João,
como se suas muitas gentes fossem as águas do Mondego
escorrerendo tranquilas,
de Coimbra a Lisboa
em passeio.
Já o Mestre ouvira o parecer dos habituais da corte: ‘não’
fazer perigosa guerra
desproporcionada,
pois de um lado ao outro das nossas almas
há receio.
Já em silêncio austero com os seus largara Nuno
levando no sangue
a terra sua
cuja extrema fronteira
era lá aonde chegava
a sua honra.
Quando lhe veio no encalço João Afonso de Santarém:
Que avaliasse melhor,
Que retornasse a Abrantes,
Que viesse a nova conferência.
Que não era homem de muitos conselhos
retorquiu-lhe o Condestável.
Que esperaria o Rei em Tomar.
Senão haver-se-ia com os seus
só
face ao Leão de Castela.
E, depois,
aos que o seguiam,
com a fluência e gravidade de quem está tomado
de limpa certeza,
com a face como se fora a de um mastro
que flama de beleza,
valente
e fraterno
afiançou:
‘Amanhã estaremos o dar guerra ao rei de Castela
porque a merece.
Deus não é mais inimigo deles do que dos cobardes
que moram do lado de cá.
Deus não é contra os castelhanos, os francos
ou qualquer outro gentio que fora.
Mas Deus dispersa os soberbos.
Deus não é nunca pelos que torcem a liberdade.
Porque Deus amou tanto a liberdade que Lhe chamou santidade.
Deixemos, portanto, a vergonha aos que cresceram a espiarem-se uns aos outros,
adivinhando intrigas.
Vós que do Alentejo comigo viestes
vistes o mundo aparecer-vos largo e fundo.
Trazei sempre dentro da alma a memória do que é grande.
Que o longe seja a vossa cerca.
Deus apareceu a Abraão, a Moisés
e ao meu querido Patriarca Elias.
E o anjo apareceu a Maria porque Deus quis fazer-lhe alta cortesia.
Pela santa Encarnação Deus apareceu a todos os homens.
Os 12 apóstolos apareceram em nome d’Ele em todos os cantos da terra.
E todos os santos são maneiras mil de Deus continuar a aparecer.
E os amigos que são amigos aparecem.
Como nós, então, soldados, amigos do Deus amigo da liberdade,
não haveríamos amanhã de aparecer ao invasor!
Sabeis agora ao que se parece a covardia: não aparecer!
Porque aparecer é já vitória.
Tomemos do Senhor o alento que Ele em nós quis fazer aparecer.
E ousemos, assim,
estar lá
em nome de um povo que espera a nossa aparição’.
Publicado por:
Pe Pedro
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21:25
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