sábado, 9 de agosto de 2008

«Quem procura a verdade, consciente ou inconscientemente, procura a Deus».

Hoje, na festa de Santa Teresa Benedita da Cruz, morta em Auschwitz neste mesmo dia do ano de 1942


“(…) Porque era judia, Edith Stein foi deportada juntamente com a irmã Rosa e muitos outros judeus dos Países Baixos para o campo de concentração de Auschwitz, onde com eles encontrou a morte nas câmaras de gás. (…) Poucos dias antes da sua deportação, a quem lhe oferecia uma possibilidade de salvar a vida, a religiosa respondera: «Não o façais! Por que deveria eu ser excluída? A justiça não consiste acaso no facto de eu não obter vantagem do meu baptismo? Se não posso compartilhar a sorte dos meus irmãos e irmãs, num certo sentido a minha vida é destruída».

(…) O amor de Cristo foi o fogo que ardeu a vida de Teresa Benedita da Cruz. Antes ainda de se dar conta, ela foi completamente arrebatada por ele. No início, o seu ideal foi a liberdade. Durante muito tempo, Edith Stein viveu a experiência da busca. A sua mente não se cansou de investigar e o seu coração de esperar. Percorreu o árduo caminho da filosofia com ardor apaixonado e no fim foi premiada: conquistou a verdade; antes, foi por ela conquistada. De facto, descobriu que a verdade tinha um nome: Jesus Cristo, e a partir daquele momento o Verbo encarnado foi tudo para ela. Olhando como Carmelita para este período da sua vida, escreveu a uma Beneditina: «Quem procura a verdade, consciente ou inconscientemente, procura a Deus».

(…) Santa Teresa Benedita da Cruz conseguiu compreender que o amor de Cristo e a liberdade do homem se entretecem, porque o amor e a verdade têm uma relação intrínseca. A busca da verdade e a sua tradução no amor não lhe pareciam ser contrastantes entre si; pelo contrário, compreendeu que estas se interpelam reciprocamente. No nosso tempo, a verdade é com frequência interpretada como a opinião da maioria. Além disso, é difundida a convicção de que se deve usar a verdade também contra o amor, ou vice-versa. Todavia, a verdade e o amor têm necessidade um do outro. A Irmã Teresa Benedita é testemunha disto. «Mártir por amor», ela deu a vida pelos seus amigos e no amor não se fez superar por ninguém. Ao mesmo tempo, procurou com todo o seu ser a verdade, da qual escrevia: «Nenhuma obra espiritual vem ao mundo sem grandes sofrimentos. Ela desafia sempre o homem inteiro». A Irmã Teresa Benedita da Cruz diz a todos nós: Não aceiteis como verdade nada que seja isento de amor. E não aceiteis como amor nada que seja isento de verdade! (…)”

Da Homilia do Papa João Paulo II na Cerimónia de Canonização de Edith Stein - 11 de Outubro de 1998

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

A Jornada Mundial da Juventude em Sydney deixa marcas

A imprensa australiana continua impressionada com o êxito da Jornada Mundial da Juventude em Syney, e com as marcas que deixou a religiosidade alegre dos jovens que participaram.

Assinado por Aceprensa Data: 6 Agosto 2008
“Como diria o Antigo Testamento, foi uma semana de Revelações”, escreve The Daily Telegraph (21-07-08), de Sydney. O jornal chama a atenção para “a extraordinária eclosão de boa vontade que vimos nestes dias”, e que afectou tanto os residentes de Sydney como os visitantes.
“Quando peregrinos de todo o mundo chegaram ao estado, os lares e os corações abriram-se à experiência de acolher jovens das mais diferentes culturas e ficar a conhecer os seus costumes. Por sua parte, eles nunca deixaram de mostrar a sua alegria, a sua generosidade e o seu optimismo, tendo presente que também os que partilham a sua fé estavam incluídos nestas celebrações abertas a toda a Austrália”.
Ao falar do ambiente destes dias, o diário assinala que “a ameaça de protestos contra a Jornada nunca se concretizou, a forte presença policial foi desnecessária e por sua vez a politiquice ficou à margem e o estado assumiu o seu papel de ser o anfitrião do mundo.”
Agora que o Papa regressou a Roma, “esperamos que deixe atrás de si um pouco dessa boa vontade que se espalhou durante a sua visita. Esse resultado responderia a todas as nossas orações.”
Um contraste chamativo
A alegria e a amabilidade de milhares de jovens católicos “acabaram por derreter o coração cínico de Sydney”, escreve Miranda Devine no The Sydney Morning Herald (24.07.08), que dá exemplos como os dos condutores dos autocarros, que, apesar de terem acabado o seu turno, recolhiam jovens que tinham ficado sós sem transporte, ou das famílias que espontaneamente ofereciam os chuveiros das suas casas aos visitantes acampados nas escolas da vizinhança.
“Católicos ou não, a grande maioria das pessoas quer encontrar amor e bondade nas suas vidas, e o contraste ente as caras radiantes dos peregrinos e as máscaras crispadas dos difamadores que lançavam preservativos dava nas vistas. Nem tudo é o que parece”.
Para muitos habitantes de Sydney, foi uma descoberta esta nova geração de jovens. “Não era a lendária juventude de bebedeiras, drogas e doenças sexualmente transmissíveis, mas sim um grupo de pessoas sociáveis, maduras e que abraçavam sem complexos o renascer de uma fé ortodoxa no século XXI”.
Num país como a Austrália, que passa por ser um dos mais secularizados, a experiência da Jornada da Juventude demonstrou que a religião interessa. Tony Abbott, que escreve no The Australian (22-7-08), destaca-o assim:
“Aos australianos não nos surpreende que dezenas de milhares de pessoas viagem por meio mundo para ir aos Jogos Olimpícos, porque sempre temos olhado para o desporto com devoção religiosa. Mas rara vez nos entusiasmamos com a religião. Por isso a presença de mais de 100.000 jovens vindos para a Jornada Mundial da Juventude foi um choque cultural. Tinham-nos dito que a religião era para velhos, não para jovens e estudantes universitários”.
A religião interessa
“Nunca até agora uma cidade australiana foi testemunha de tal manifestação de exuberância popular religiosa”, escreve Abbott. “O êxito extraordinário da Jornada Mundial da Juventude surpreendeu muitos (…) Inevitavelmente haverá a tentação de considerar a JMJ como produto de um excesso de turistas religiosos, uma fugaz interrupção do secularismo habitual. Mas creio que seria um erro. Pela primeira vez desde que os australianos de origem irlandesa perderam o sentimento de pessoas desamparadas, a JMJ considerou boa sua paixão de ser católico.” “Por uns dias, os católicos saíram do gueto mental em que muitos se tinham encerrado e é improvável que tornem a estar na defensiva e sem oferecer resistência”.
Abbott pensa que isto poderia ajudar os pragmáticos australianos a “compreender que a religião pode ser importante para seu próprio benefício”; e se “as boas notícias sobre a religião podem monopolizar as primeiras páginas durante uma semana, talvez os meios de comunicação pudessem reconsiderar a quase total supressão do jornalista de informação religiosa”. Ao menos por uma semana, “os australianos parecem ter aceite que o interesse por Deus está ‘gravado nas nossas almas’, como disse Bento XVI. Por uma semana, a religião foi associada ao puxar pelo melhor e não pelo pior das pessoas”.
O articulista assinala que desta vez a imprensa “pôs o foco da atenção nos ensinamentos da Igreja, não nas suas falhas. E não há dúvida que o Papa aproveitou brilhantemente esta oportunidade. As suas intervenções não se centraram em denunciar o pecado, mas sim em celebrar a vida”. A JMJ “foi também o triunfo do cardeal Pell, ainda que “não seja dos que procuram a popularidade destacando o trabalho da Igreja com os pobres e minimizando a necessidade do esforço pessoal e da importância dos sacramentos. Pell é um homem cortês, de oração, um sacerdote com zelo pastoral, mas também com o instinto do chefe guerreiro de que a Igreja necessita numa cultura profundamente secularizada.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Sem título

Há dias assim em que apetece escrever sem motivo ou reflexão levado na corrente das ideias até que o pensamento retenha uma palavra um nome…
Soljenitsine é um nome difícil de pronunciar mais difícil porém foi sobreviver com esse nome!
Depois do exílio depois do livro que desmascarou o paraíso soviético depois de um longínquo ‘gulag’ reservado a dissidentes morreu pacificamente na sua terra.
Morreu sem alarido e nem depois da morte se desvendam os segredos que a mãe Rússia guarda em silêncio – o escritor não reconhecia a sua Pátria nas vestes de um modelo importado, advogava o regresso do Czar, o reencontro com a tradição, mas disso não interessa falar.
Para a posteridade Alexandre Soljenitsine.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O desencontro

Quando pensou que tinha descoberto o tecto do mundo e o centro da terra, aquele povo zangou-se com o seu Deus. De repente estranhou-O, pois no seu sábio parecer, Ele deixara de lhe dar espectáculo: nem aparecia nas revistas nem tinha morada no hi5. Tornara-se assim como que desinteressante, discreto e passivo... um Deus pouco interventivo; para mais sem resposta aos seus interesses imediatos e sem os critérios da pequena verdade instituída. Um Deus que não punha ordem no desacerto e na perversão (por sinal cunhos sempre alheios) tornara-se numa grande desilusão, enfim, uma inutilidade. Insurgiram-se contra Ele, porque afinal desejavam-nO à sua imagem e semelhança. E depois, que fazer com um Deus que não obedece aos homens "evoluídos", que não corresponde às suas expectativas?
Mas isso não era grave, pois afinal, para o equilíbrio da economia, bastavam-lhes os seus modernos pequenos deuses, mais palpáveis e descartáveis, sempre sorrindo nas revistas ou novelas, coleccionáveis como cromos ao gosto de cada um. E como era importante "o gosto de cada um"!
Aquele povo, sôfrego de redenção, acomodou-se então a um novo mundo, apequenado pelas auto-estradas e pela fibra óptica, onde até se vivia mais depressa, muito depressa mesmo, sem silêncios ou pontos mortos. Para um ou outro mal, logo se conceberam pílulas milagrosas, que afinal a química ainda irá a resolver a existência.
Iludindo o espaço e as sensações, criaram-se janelas e mais janelas, interactivas, electrónicas e portáteis. Através delas e dumas teclas podiam espraiar-se por novos caminhos, brilhos e experiências. Mesmo sem espaço, sem relação, sem compromisso e sem silêncio. Fórmula infalível para que a criatura jamais sentisse a vertigem da sua imensidão interior. De modo a nunca arriscar um estranho e diferente encontro.
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Publicado também no Corta-fitas

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Sydney: o maior encontro de jovens crentes confirma a sua vitalidade!


Resposta jubilosa de 400.000 jovens à chamada do Papa

A Jornada Mundial da Juventude de 2008 foi um êxito para a Igreja Católica e para o seu pontífice de 81 anos, o Papa Bento XVI. A 20 de Julho assistiram à missa de encerramento umas 400.000 pessoas, que por umas horas fizeram do hipódromo de Randwick um lugar mais populoso que a capital do país, Camberra. A Jornada Mundial da Juventude converteu-se no maior encontro de jovens no mundo moderno globalizado, uma festa da fé.
Assinado por Michael Cook Data: 26 Julho 2008



Depois de anos a receber assobios nos bastidores, voltou a subir o pano e Deus foi recebido com fortes aplausos. Como disse com toda a naturalidade uma jovem que comentava o facto para a televisão australiana, antes não estava na moda ser católico em Sydney, mas agora "volta a ser cool". Não é de estranhar que o anúncio de que Madrid acolherá as JMJ em 2011 fosse recebido com tanto júbilo.
A resposta dos jovens foi impressionante. Uns 110.000 peregrinos, segundo dados oficiais, atravessaram o mundo para vir à Austrália, apesar do aumento das tarifas aéreas e da enorme distância desde a Europa e a América. Muitos procedentes do estrangeiro tiveram que poupar durante meses e aguentar vinte ou trinta horas de voo até Sydney. E apesar das informações negativas dos meios de comunicação e do apoio escasso de muitas escolas católicas, juntaram-se-lhes 100.000 peregrinos australianos. No último dia, na missa de Bento XVI, no hipódromo de Randwick, juntaram-se mais vários milhares. E tudo sem nenhum incidente de relevo, facto surpreendente para tal concentração de jovens.
O Vaticano e o cardeal George Pell de Sydney tinham pensado a JMJ como uma catequese, um festival de cultura católica, de doutrina e oração. Para os peregrinos que chegaram mais cedo, as dioceses organizaram palestras à volta de assuntos controversos como a doutrina católica sobre sexualidade, ou bioética, ou fé e razão. Durante a semana imediatamente anterior pregaram bispos de todo o mundo.
De facto, um dos aspectos surpreendentes das JMJ em Sydney foi a naturalidade com que os jovens sintonizaram com formas tradicionais da devoção e da doutrina católica que para a geração Woodstock eram relíquias da época pré-conciliar. Mas não, disse a juventude de hoje.
Uma nova era

Durante os dias que culminaram na missa de encerramento, viam-se jovens em fila à espera para se confessar e para passar momento de oração diante da Eucaristia nas igrejas. Vários milhares percorreram a pé os 9 quilómetros até Randwick passando pela emblemática Harbour Bridge - fechada ao trânsito, coisa que só tinha acontecido outras duas vezes na história -, muitos entoando cânticos ou rezando o terço, outros a jogar à bola ou a dizer piadas. Alguns exibiam grandes letreiros onde se podia ler "Gostamos do nosso Pastor Alemão". Depois da vigília de sábado à noite, os jovens ficaram a dormir no hipódromo à espera da missa do dia seguinte. As confissões prosseguiram durante toda a noite e pela madrugada; a tenda onde estava exposto o Santíssimo Sacramento estava cheia de jovens a rezar.
E até os jornalistas mais empedernidos tiveram de reconhecer que os peregrinos eram gente alegre, cheia de vitalidade e normal, e não os sombrios fanáticos desmancha-prazeres que alguns esperavam. Um grupo chamado a "Liga Não ao Papa" - um conjunto de drag queens, homossexuais, ateus (e, acreditem ou não) de raelianas lésbicas - lançou uma chuva de preservativos sobre os peregrinos que cruzavam a ponte. Mas a cena não provocou mais que risos e consternada perplexidade. "Eles têm as suas opiniões - dizia uma rapariga neozelandesa de 18 anos -. Nós temos as nossas crenças e não vamos mudá-las por causa deles".
Está claro que Bento XVI se alegrou com a celebração. Agora responde com mais espontaneidade ao entusiasmo e ao afecto da multidão. Mas ainda que tenha tido umas boas-vindas de uma estrela do rock, tinha vindo como Papa "ao fim do mundo" decidido a dar um novo impulso à Igreja na Austrália e a instar com os jovens para se comprometerem com Deus.
Para prencher o vazio espiritual

O assombroso de Bento XVI é que um homem da sua idade, tímido, modesto e sem carisma especial, convença pela sua perspicácia, rigor e clareza. Os seus discursos na Jornada Mundial da Juventude atingiram um alto nível. Transmitiam ideias, sem floreados de retórica, e iam directos ao coração do conflito entre religião e cultura secularista.
Dirigindo-se a todos os australianos, o Papa lamentou na homilia da missa de encerramento, que "em muitas das nossa sociedades, junto com a prosperidade material, se está a desenvolver o deserto espiritual: um vazio interior, um medo indefinível, um larvar sentido de desespero". E em diversas ocasiões atribuiu este vazio à praga do relativismo, à crença de que não há verdade.
Na cerimónia de acolhimento aos jovens em Barangaroo, o Papa começou por denunciar as "feridas que marcam a superfície da terra: a erosão, a desflorestação, o desperdício dos recursos minerais e marítimos para alimentar um consumismo insaciável".
Mas daí passou à degradação do ambiente "social", "o habitat que criamos nós mesmos". Este também "tem as suas cicatrizes; feridas que indicam que algo não está no seu lugar". Entre os exemplos citou "o abuso do álcool e das drogas, a exaltação da violência e a degradação sexual, apresentados frequentemente na televisão e na Internet como uma diversão". "Como é possível que a violência doméstica atormente tantas mães e crianças? Como é possível que o seio materno, o lugar mais humano mais admirável e sagrado, se tenha convertido num lugar de indizível violência?", continuou a interrogar-se.

Os Erros de Galileo

Se perguntarmos ao comum dos mortais se é a Terra que anda à volta do Sol ou o Sol que anda à volta da Terra, é-nos dada invariavelmente e sem qualquer hesitação a primeira afirmação como certa e a segunda como errada. No entanto, qualquer especialista na matéria confirmará, também sem qualquer hesitação, que isso é falso.

Baseado no sistema de Copérnico, Galileo afirmava que o Sol se encontra imóvel no centro do Universo e qua a Terra, bem como os outros planetas, se movem à sua volta. Ora, não só o Sol não se encontra no centro do Universo, como não existe um único corpo em todo esse Universo que se mova à sua volta.

O que acontece realmente é que a Terra e o Sol giram ambos à volta dum ponto imaginário do espaço, a que se dá o nome de centro de massa do sistema Terra-Sol. A única razão pela qual nos possa parecer que a Terra roda em torno do Sol, deve-se ao facto deste ser muito mais pesado que a Terra, o que coloca o tal centro de massa do sistema muito próximo do centro do Sol. Tivessem os dois um peso (em bom rigor deve dizer-se “uma massa”) semelhante e vê-los-íamos a girar em torno um do outro, como duas pessoas colocadas em pontos opostos dum carrossel.

De facto, a bem do rigor, não nos podemos limitar ao sistema Terra-Sol e teremos de considerar a totalidade do Universo, onde cada corpo se move sob a influência de todos os outros, num bailado de extrema complexidade. É interessante também percebermos que é hoje aceite, com Einstein, que não existe nenhum ponto privilegiado em todo o Universo e é tão verdadeiro (ou falso) dizer que a Terra anda à volta do Sol, como dizer que o Sol anda à volta da Terra.

Temos portanto que a única verdadeira contribuição de Galileo em todo este processo é a de que não há qualquer razão de peso para afirmarmos que a Terra se encontra imóvel no centro do Universo. E isto apenas numa perspectiva puramente mecânica, porque está ainda por determinar se não será a Terra o ponto privilegiado de onde irradiará no futuro toda a vida, inteligência, cultura ou espiritualidade do Universo.

É evidente que à época não se conhecia nada disto e os “erros” de Galileo são absolutamente admissíveis, não invalidando em nada o seu valor como cientista (pese embora o facto de ele se ter aqui apoiado mais numa “grande fezada” do que num verdadeiro trabalho científico).

O que já não considero em nada admissível é que se continue, nos dias de hoje, a afirmar peremptoriamente algo que se sabe ser errado. Porque é que se insiste em transmitir recorrentemente este erro aos alunos da escola, está ainda por esclarecer. Provavelmente só a História o virá a fazer, a seu tempo.

terça-feira, 29 de julho de 2008

A educação dos filhos

Pode parecer "ingrato", pois todos os pais têm apenas uma e só uma oportunidade na vida de educar bem os seus filhos, convém pois que a aproveitem e proporcionem aos seus filhos a melhor educação possível.

É certo que as crianças são também fruto do meio que as rodeia e das relações que estabelecem com outras pessoas que não os pais, mas também não há dúvidas em relação ao papel determinante dos pais na formação do carácter dos filhos.

Bom, proponho-me isto por vários motivos, em primeiro lugar por ser mãe, e como mãe sentir o desejo enorme de formar bem os nossos filhos, não se tratando apenas de preservar o seu carácter mas sim de o formar! Em segundo lugar como psicóloga que trabalha com crianças e seus pais, e que tem constatado sérias dificuldades e pedidos de ajuda por parte destes que aflitos e com razão sentem que a boa vontade e o querer não chegam...


A educação dos filhos é a maior responsabilidade que temos a nosso cargo, sendo que a nossa tarefa é formar "adultos" e não crianças, devemos desde cedo apostar em educar o seu autodominio, ou seja, a capacidade de se negarem a si próprios, de desfrutarem as coisas boas da vida com moderação, de prescindir dos "louros" e gratificações, de ser "senhor/a" de si. Desde cedo também devemos apostar na educação da coragem, coragem em superar as dificuldades, mesmo a falta de conforto físico e a dor. Certamente já reparámos que muitas vezes as crianças caem, e por vezes se ninguém olha para elas continuam a sua brincadeira levantando-se contentes da vida, mas se olhamos ou tecemos qualquer comentário desatam num pranto... Aqui começa a educação da coragem:)!

O ser prudente, ser capaz de fazer bons raciocinios das coisas e das pessoas, de perceber o que é bom e o que é mau o que é feio e o que é bonito, também não pode ser descurado desde a infância, o mesmo acontece com a noção de justiça, que implica a aceitação do outro, esse outro que tem direitos e que também me cabe a mim tratar da sua felicidade.

Como é que nós passamos estas coisas tão importantes às crianças? Bom, em primeiro lugar, passamos pelo exemplo, pelo exemplo que nós pais damos aos nossos filhos e pelos exemplos que proporcionamos que eles vejam dados por outros. As crianças imitam com satisfação os pais e outros adultos! Em segundo lugar passamos estas coisas pela prática dirigida, ou seja, por aquilo que as crianças são levadas a fazer uma e outra vez pelos pais repetidamente, até apreenderem um determinado comportamento. E em terceiro lugar, mas não menos importante, as crianças também aprendem através da explicação verbal que lhes é dada, pois as palavras também são muito importantes na educação.

Para sermos bons pais, como certamente já constataram, temos efectivamente de ser pessoas melhores, devemos esforçar-nos por isso, por ser "pessoas exemplo" - exemplares. Portanto, graças aos nossos filhos, também nós podemos (e devemos) aperfeiçoar o nosso carácter e engrandecer o nosso coração! É também a nossa capacidade de liderança que os ajuda a formar o seu carácter.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

A galinha e o ovo

A questão da primazia não se põe em política, mas da política adoptada pelas galinhas depende o futuro do ovo… e da criação. Sabemos que as galinhas não escolhem, são escolhidas, e se as deixarmos cumprirão instintivamente o seu destino. Mas connosco não é assim, somos nós que escolhemos e por isso temos a obrigação de saber que dessas escolhas derivam consequências melhores ou piores para a vida de todos e de cada um.
Por exemplo, quando em nome da igualdade de oportunidades (que não tem correspondência na sociedade) optamos pela eleição do chefe de estado, temos que aceitar que os portugueses que não votaram no eleito não se sintam representados por ele. Como corolário também não podemos esperar que um presidente da república consiga unir ou mobilizar a comunidade, seja para o que for.
Isto vem a propósito das recentes intervenções de Cavaco Silva exortando os portugueses a unirem esforços no combate à crise económica (e social) que nos atrasa e torna cada vez mais periféricos.
Mas a crise é antes do mais política e nessa não se atreve Cavaco a falar. É uma crise de representação, mas é também uma crise de valores, e já não se sabe qual delas começou primeiro! O mais provável é que tenham começado ao mesmo tempo.
Como a história da galinha e do ovo não é tempo para discutir isso agora, pois a realidade está aí e exige soluções. Delas depende o futuro de Portugal.
Neste contexto, Cavaco faz parte do problema, não faz parte da solução.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

A Net e o hábito de bem ler...

"Antes era um mergulhador no mar das palavras. Agora sobrevoo a superfície como num Jet Ski." Quem escreve é Nicholas Carr, ex-director da Harvard Business Review, na The Atlantic Monthly, uma das revistas mais lidas pela elite progressista norte-americana. Provocatoriamente intitulado "Estará o Google a deixar-nos tolos?", as suas reflexões deram muito que falar.

"Tenho a sensação - diz Carr - de que a Internet está a entorpecer a minha capacidade de concentração e de observação. A minha mente está a habituar-se a recolher informação tal como a distribui a Net: um fluxo de partículas minúsculas que se movem a grande velocidade." O receio de Carr não se refere aos conteúdos da web. Vai mais longe. A sua preocupação reside no facto de a web poder estar a ferir os nossos mecanismos mentais. Inquieta-o o modo de ler próprio do internauta, a maneira e os critérios de seleccionar, de memorizar. E mais ainda, o efeito demolidor que poderia ter sobre a capacidade de concentração.
"Antes eu não pensava como pensava, mas sentia que o meu conhecimento se fortalecia ao ler. Submergir-me num livro ou num artigo de fundo era fácil. A minha mente podia seguir a narração ou as voltas do argumento, e podia passar horas a percorrer os atalhos da prosa." Assim recorda Carr os felizes tempos anteriores à glaciação Internet. "Isto parece-me cada vez mais estranho. Agora a minha concentração começa a dispersar-se depois de duas ou três páginas. Fico inquieto, perco o fio à meada, começo a procurar coisas para fazer." A leitura perde parte do seu sereno encanto: "Sinto que o meu cérebro fica à deriva, que tenho de forçá-lo a voltar ao texto. A leitura profunda que acontecia naturalmente converteu-se numa luta".
O autor não pretende suscitar alarmes gratuitos e incendiários, mas alertar para um mal que requer soluções. Sustenta que se trata de algo generalizado e de facto apoia-se em entrevistas a outros intelectuais internautas que partilham da sua perplexidade perante o fenómeno. Assim, Bruce Friedman, editor de um blog especializado em Medicina, disse que também ele tem notado como a Internet está a alterar os seus hábitos mentais: "A minha capacidade de ler e de assimilar um grande artigo na web ou impresso está quase perdida". Carr tem em conta o relato pessoal deste patologista da Michigan Medical School, que afirmava também que agora é capaz de digitalizar breves passagens de texto em múltiplas fontes da Internet, mas "já não consigo ler Guerra e Paz". "Perdi a capacidade de o fazer - admitia Friedman. Até uma entrada no blog de mais de três ou quatro parágrafos é demasiado para assimilar." (...)

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Sydney

Regresso. Retoma a minha participação no Fora de Estrutura.
Verdade que eu mesmo estive fora...
Acidentes informáticos vários impediram-me de reentrar em cena na data prevista.

E por hoje limito-me a lembrar o gesto largo, ultramarino, transoceanico, do Papa de Roma que por estes dias visita terra neo-pagã em nome da pretensão da fé: atravessar a história, as histórias, dizendo da presença de Deus connosco- Jesus.

De sublinhar a presença de uma delegação de 300 jovens do país com maior percentagem de católicos da Oceania: Timor-leste. Também a de 500 peregrinos da India. Do Bispo 'Costa' do Bangladesh, de 30 birmaneses... Da China cerca de 250 participantes. Enfim, tudo gentes e paragens que souberam pela primeira vez de Jesus e do missão do Seu Papa pela voz e pela entrega de gentes daqui, de Portugal.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Vamos assinar!!!



Comunicado
Dia da Natalidade - 9/9/2009
A APFN saúda a iniciativa dos produtores de "Barrigas de Amor" de lançamento de uma petição no sentido de ser criado o "Dia da Natalidade" no dia 9/9/9, associado aos nove meses do período normal de vida intra-uterina, para que seja um dia de homenagem às mães mais recentes e de ocasião para, de forma mais especial, alertar governantes e sociedade em geral para a necessidade de se apoiar e acarinhar os jovens pais e mães para que Portugal possa vencer o cada vez mais rigoroso Inverno Demográfico em que tem vindo a mergulhar nos últimos 26 anos.
Para subscrever esta petição, basta ir ao site http://www.barrigasdeamor.com/ e escolher a opção "Dia Nacional da Natalidade - Um dia especial para as mamãs", a meio no lado esquerdo.

A APFN solicita a divulgação desta iniciativa para que seja um grito bem forte da sociedade civil, na linha do que a APFN tem vindo a clamar há dez anos!

13 de Julho de 2008

APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
Rua José Calheiros,15
1400-229 Lisboa
Tel: 217 552 603 - 917 219 197
Fax: 217 552 604

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Sujidade

É preciso "sujar". De facto casa arrumada não é compativel com crianças a brincar. É preciso que voem almofadas às vezes...

Confesso que às vezes me custa tanta desarrumação, tanta confusão... tanta "sujidade" :) Mas reconheço que é preciso, faz parte, é saudável, é mesmo desejável:)
Às vezes dou uns ralhetes... Mas cá no fundo entendo bem este desejo incontrolável de BRINCAR!!!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Conversas em família

Sempre foi assim, dirão os resignados! É verdade mas tem vindo a piorar como aliás era inevitável que acontecesse – só existem adeptos de três clubes, a comunicação social só fala de três clubes, o bolo das receitas televisivas vai quase todo para os três clubes, o poder público e o orçamento de estado apoiam escandalosamente estes três clubes e como o campeonato português, reduzido a três clubes, só pode dar prejuízo, a única salvação é o dinheiro da UEFA. Mas como cada vez temos menos hipóteses (e menos lugares de acesso) às competições europeias o dinheiro já não dá para os três, se calhar nem chega para dois, vai daí a guerra tremenda de sobrevivência, em que vale tudo e envolve todos. Uns por querer, outros sem querer.
A corrupção começa e acaba aqui.
Alguém está interessado em mudar isto?! Se estivesse… mudava primeiro o resto.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Uma História de verdade


Já com alguns artigos e conteúdos, o projecto da Plataforma do Centenário da República está finalmente on line, a caminho de 2010 com diversas e promissoras iniciativas manga. Agora que temos nomeada uma Comissão Organizadora com uma forte marca de moderação em vias de ser empossada, a Plataforma do Centenário prepara-se também para ser um contributo sério para uma rememoração lúcida da nossa revolução de Outubro.

Nasceu!

É simplesmente um mistério
um milagre na minha frente
Como posso ser eu digna
Desta menina contente

Entrega-se de verdade
Sem qualquer hesitação
Sem medo ou desconfiança
que não lhe dê eu a mão

É um tesouro do Céu
Que caiu não programada
Não podia ser mais linda,
desejada e amada...

sábado, 5 de julho de 2008

Georges Bernanos (1888-1948)

Ainda antes de acabar o dia, deixo aqui um nome: Georges Bernanos.



Escritor católico françês, com obra públicada a partir da decada de 20 do século passado, diz com grande lucidez e compreensão, nos seus livros e pela boca dos seus personagens, os contrastes que marcam o coração de cada um de nós: A angústia, o medo da morte, e a Esperança; a raiva e a ternura; a fragilidade do homem e os seus limites dolorosos e a Graça de Deus que tudo pode; o orgulho e a ferida de sempre, e o desejo de recuperar a limpidez da infância que há-de finalmente deixar "ver a Deus"...



Faz hoje precisamente 60 anos da sua morte, a 5 de Julho de 1948.



Certamente que Deus tem junto de Si aquele que pelo seu trabalho, vivido sobretudo como vocação, pelas suas escolhas e palavras- não raras vezes violentas e polémicas- em procura da Verdade, e pelo amor aos homens e à Igreja, não deixou de O desejar, e de n'Ele afirmar o seu olhar e a sua Esperança...



"Há algumas semanas atrás parti para o Paraguai, esse Paraguai que o nosso dicionário Larrousse, de acordo com o Bottin, qualifica de Paraíso Terrestre. Não encontrei por lá o Paraíso Terrestre, mas bem sei que não deixei de o procurar, que o procurarei sempre, que sempre procurarei esta estrada perdida, apagada da memória dos homens. É provavel que eu pertença, por nascimento a esse povo da espera, à raça que nunca desespera, para a qual o desespero é uma palavra desprovida de sentido, análoga à palavra nada. E somos nós quem tem razão!" (GB, Nous autres Français, 1939).




N.B. A não deixar de ler, do mesmo autor, o "Diário de Um Pároco de Aldeia",1936, traduzido para o Português e editado pela Verbo -colecção Livros RTP- em 1972.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Reconhecimento de um milagre


Por estes dias andei pelo Alentejo.

Naquele Alentejo onde é possível o encontro com a imensa planície, com a possibilidade de ver para além daquilo que se avista, com o silêncio que fala para além do que se pode ouvir, com a beleza imensa que jamais conseguiremos ver em toda a sua plenitude, com a percepção que tudo é muito maior do que alguma vez se possa pensar e com a enorme Liberdade que de tudo isto advém.

Naquele Alentejo no qual, mesmo em alturas em que parece que se vai perdendo a nossa identidade, em cada monte há uma pedra, uma ribeira, uma edificação que nos fala da nossa História, daquilo que somos como Povo.

Estive, entre outros lugares, no Mosteiro Flor da Rosa, no Crato, que foi edificado por ordem de D. Gonçalves Álvares Pereira, pai de D. Nuno Álvares Pereira, local que a este para sempre estará ligado e onde actualmente se encontra instalada uma das Pousadas de Portugal. E é com muita alegria e dando Graças pela feliz coincidência, que leio que o Papa Bento XVI abriu ontem as portas à Canonização do Beato Nuno de Santa Maria, ao autorizar a promulgação de dois decretos que reconhecem um milagre atribuído ao futuro Santo português e as suas virtudes heróicas.

Também relativamente aos pais de Santa Teresinha do Menino Jesus - Luís Martin e Maria Zélia – foram reconhecidos milagres.

Acrescente-se ainda que no também no dia de ontem não me deixou indiferente ouvir que as primeiras palavras de Ingrid Betancourt depois da sua libertação foram para agradecer a Deus tal libertação.

Finalmente, ontem também foi apresentada proposta de alteração ao Código Deontológico dos Médicos, proposta essa na qual o aborto e a eutanásia deixam de ser consideradas faltas graves.

Dos exemplos recolhidos lembro Eric Voeglin que afirmava do espaço político ser um lugar de tensão. Mutatis mutandis o mesmo podemos dizer do espaço social, ou melhor, do espaço sócio-religioso. De um lado os que manifestam reservas em relação à vida, do outro os que se esgotam em promovê-la – um milagre é na sua essência uma afirmação da força da vida. É curiosa a relação entre esta realidade que é o milagre e a própria vida. O milagre parece ser uma outra forma de expressão da vida, talvez a sua mais poderosa forma de expressão e, ao mesmo tempo, um sinal de que a Vida esconde potencialidades que ninguém poderá suster.

Por fim, parece que existe uma afinidade profunda entre quem tem casa, quem tem lugar onde habitar e quem tem história, lugar onde o tempo desenha o futuro e a vida. Quem, empobrecido por esta ausência, concebe artificialismos que distorcem a relação com a história e os lugares, assume tendência para manipular, instrumentalizar, dominar, precisamente porque não há enraizamento, nem relação.

Liberdade

A Ingrid que se levantava
e que ontem foi atada,
que ontem foi silenciada,
Ontem foi libertada!

A Ingrid que foi escutada,
que contra os cartéis se levantava,
que por ser escutada, assim foi calada,
Ontem foi libertada!

A Ingrid que ontem foi dada,
que de todo o mundo foi tornada,
ontem por todo o mundo esperada:
Ontem lá foi libertada!

A Ingrid lá de casa,
pelo meu Pai lá tornada,
que ontem lá foi pensada,
que ontem lá foi conversada,
Ontem lá foi libertada!

A Ingrid que é lá de casa,
e por ser lá de casa, é amada,
A Ingrid que ontem lá foi atada,
Ontem lá foi libertada!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Muita parra…

De tempos a tempos a sociedade venal toma consciência da sua venalidade e numa espécie de remorso colectivo procura entre os seus alguém com a marca da incorruptibilidade, alguém que faça justiça por forma a sossegar as consciências mais sensíveis. Isto é absurdo e nunca resulta, ainda que a reputação desses super justiceiros não cesse de aumentar! Infelizmente, a cada purga, sucede o mesmo que com os parasitas intestinais, explodem de novo, e com mais vigor, mal se apercebem que se tratou apenas de um episódio de desinfestação isolado, digamos, ‘para inglês ver’.
Curioso, ou talvez não, que os escolhidos, aqueles a quem a sociedade outorga a condição de serem um bocadinho mais sérios que a maioria, sejam elementos com um passado juvenil de completo desrespeito pelas leis então vigentes e com fortes tendências totalitárias. Que esperar então destas (mediáticas) operações justiceiras?!
O costume: muita parra e pouca uva.

sábado, 28 de junho de 2008

Parabéns Sofia!

A Sofia é diferente
A Sofia não corre nem salta
fica sossegada, às vezes chora

Sorri muitas vezes mas não sabemos se nos conhece
Gosto de pegar nela mas nem sempre ela gosta que lhe pegue...

A Sofia hoje faz 2 anos, 2 anos de luta pela vida, 2 anos uma luta que quase todos nós, por muitos anos que façamos provavelmente nunca saberemos como é lutar assim.

A Sofia apanhou uma meningite aos 6 meses e desde aí mudou a vida de todos nós, melhorou a vida de todos nós e ensina-nos tanto! E... tem "só" 2 anos!!!

Hoje portanto é dia de festa! Já estamos de saida para a casa dos amigos papás da Sofia. Parabéns!!!