sábado, 10 de maio de 2008

Apito Fatal

Não é ainda o apito final, é um começo, um aviso, uma declaração de falência, o futebol luso é uma mentira, sempre foi. Esta verdade incómoda, desatada em zanga de casa de alterne, não é uma especialidade do norte, percorre o país de lés a lés, e seria bom que o sul sorridente, entendesse o que está a acontecer. Seria bom que todos percebessem que precisamos de fazer uma escolha decisiva, no futebol e no resto: ou continuamos a sustentar três fidalgotes na europa, à custa da miséria geral, ou aceitamos a nossa realidade, e em lugar de emagrecer o campeonato pedimos aos fidalgotes que façam eles dieta.
E o regime podia aproveitar para fazer também regime... de propaganda barata.
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Registo de interesses: sócio e adepto, em regime de exclusividade, do Clube de Futebol "Os Belenenses".

8 comentários:

João Amorim disse...

caro JSM

Imagine que o país estava a saque (Lol!) mas a polícia só ia prender os "bandidos" em 2 cidades. Estava reposta a paz? Estava feita justiça? Porque é que o nome deste processo se chama FINAL? Não devia ser: INICIAL?

... e olhe que eu não sou um ressabiado da "bola", mas este processo cheira mal...

JSM disse...

Claro que a ter nome devia ser inicial, e mesmo assim tenho muitas dúvidas que haja vontade por parte dos clubes,ou seja, por parte da população, em reorganizarem e reestruturarem o que quer que seja, no futebol ou no resto! 'Pão e circo' é o lema, e por isso estamos mais interessados em que o Ronaldo seja o futebolista mais bem pago do mundo (a trabalhar para os ingleses!) do que em usufruirmos, nós próprios, de um campeonato competitivo e credível.
O terceiro mundo é assim.
Saudações, com poucas esperanças.

Anónimo disse...

Meu caro João Saldanha,

Graças a Deus já lhe passou o amuo, pois requeiro o seu conselho e sábia experiência no que a matéria de vícios alienantes diz respeito.

Acabo de receber a confirmação de grande mal de que padeço, e que aliás já auto-diagnosticara. Assim, o nosso querido Santo Padre me fez ver, enfim, o quão debalde se tornou a própria essência da minha vil existência, consubstanciada em puro mecanicismo, para mais não oleado - não me atrevo já a dizer lubrificado porquanto isso evocaria outros calores -, e que tanto dissabor me tem trazido.

Facto é que "se o exercício da sexualidade se transforma numa droga que quer subjugar o casal aos próprios desejos e interesses", me vejo na iminência de permanente derrocada no vício abissal de profundezas não recuperáveis.

Peço-lhe pois encarecidamente, se digne apadrinhar a minha entrada como toxicodependente no Vale de Acór. Não sei a quem mais possa recorrer, mas o meu arcanjo Gabriel, que é guiado pelo Espírito Santo, me confirma e corrobora, que se trata de assunto da especialidade dessa instituição, e de que lá sairei um homemzinho, com novos projectos de vida e tudo, os quais estruturarão doravante a minha vida.

Suplicante e esperando seu conselho e ensinamentos,
Primo de Rivera

JSM disse...

Primo de Rivera agradeço a sua confiança e antevejo as suas dificuldades e por isso tentei enquadrar o seu problema na doutrina emanada da Liga. Sendo assim o primeiro conselho que lhe dou é que recorra de imediato para o Conselho de Justiça da Federação alegando o mesmo que o Valentim - inimputabilidade. Sabendo-se que Gilberto Madaíl sofre da mesma insuficiência, beneficiará de igual tolerãncia, e evita perder pontos ou baixar de divisão. Entretanto afaste-se das casas de alterne ou das salas de chuto.
Esgotados todos os recursos, FIFA inclusive, pode então pedir ajuda ao Vale de Acór... e soletrar a filosofia do acolhimento - 'estamos aqui porque não existe outro refugio onde esconder-nos de nós mesmos...'.

Anónimo disse...

Prezado João,

Não percebi ainda a vossa máxima, quer dizer que o Vale de Acór é um refúgio, o único, onde as pessoas se conseguem esconder de si mesmas?

É por isso que não se apercebem do vosso totalitarismo e integrismo?

Quanto à Federação e à FIFA, confirmam a minha imputabilidade. Chegaram a dizer-me que cada um é responsável pelos seus actos e ditos, onde isto já chegou.
Ofendido e injuriado, repudiei as suas justiça e disciplina.

Já só o Vale de Acór me pode valer.

Primo de Rivera




P.S.: Se me vier dizer que a máxima significa diminuir o egoísmo próprio e pressupõe uma aprendizagem de vida em comunidade, sempre atento já não a si próprio mas ao próximo, dir-lhe-ia então que o Fora de Estrutura demonstra o vosso fracasso, não no que diz respeito aos doentes (e que possivelmente até recuperam), mas no respeitante aos docentes, às pessoas que aí trabalham e que tudo indica sofrerem de autismo.

JSM disse...

Estava a ver que não chegava lá! Aliás, 'outro' ou 'nenhum', o sentido é o mesmo para quem passa uma vida a fugir de si próprio, com medo de enfrentar a realidade, a sua realidade. O versículo está frontespício do template, não me diga que ainda não reparou! Mas numa coisa tem Você razão e falo apenas por mim - muitas vezes não estou á altura da missão. Rima e é verdade.

Anónimo disse...

Como é que haveria de reparar, João, no meio de tanta doidice e asneirada?


Primo de Rivera

JSM disse...

Pois.