quinta-feira, 10 de abril de 2008

Os fins e os princípios

Está a findar uma era, um ciclo histórico, todos os sinais o confirmam, e esse estertor sente-se aqui, na ‘ocidental praia lusitana’, como se sente no mundo inteiro. Talvez que na orla atlântica, por estar mais exposta às correntes oceânicas, esse desmoronar das ideias invencíveis surja com mais intensidade que noutras latitudes. O facto é que era impensável assistir na televisão pública ao anúncio de uma ‘abertura’ (foi a expressão utilizada) entre a Igreja Católica e a Maçonaria, incluindo nessa ‘abertura’ o Grande Oriente Lusitano!
Tal como aconteceu, aquando do recente debate sobre monarquia e república, também estou à vontade para me pronunciar sobre este novo cenário, não preciso de me reciclar ou justificar apressadamente, vantagem de ter adivinhado e proposto esta ‘ultrapassagem’, mas vantagem sobretudo por me rever na tradição da Lusitana Antiga Liberdade, e como tal, nunca ter poupado críticas à Maçonaria e à sua acção traiçoeira e nefasta para Portugal e para os portugueses. Pode dizer-se que é ela a grande responsável pela situação de decadência permanente em que vivemos, nunca abrindo mão da chamada ‘educação pública’ (que manteve no tempo de Salazar!) fórmula ideal para embrutecer gerações e gerações de estudantes com propaganda anti-católica e anti-monárquica. Compreendemos agora melhor o ‘estudante telemóvel’, ateu, ignorante e malcriado, como também compreendemos os ‘professores’ que desfilam e insultam a hierarquia, um esplêndido exemplo para a pequenada! Esta questão do ensino será por certo um dos pontos de clivagem (e a discutir), tal como sugeriu Dom Carlos Azevedo, porta-voz da Conferência Episcopal, que não evitou criticar também a Igreja Católica pelo seu silêncio (e cumplicidade) durante a segunda república.
Portanto, é bom que as coisas fiquem claras, se agora, face à derrocada eminente do regime, chegou o momento da Maçonaria pensar primeiro na Pátria do que nos seus interesses ocultos, pois então que haja abertura.
Assim a hierarquia Católica saiba estar à altura deste compromisso histórico.

19 comentários:

André A. Correia disse...

Caro JSM, corrija por favor o nome do porta-voz da CEP. É Azevedo e não Azeredo.

Um abraço e bom fim-de-semana.

JSM disse...

Correcção efectuada. Obrigado.
Abraço.

Anónimo disse...

Artigo de Anselmo Borges
padre e professor de Filosofia

no DN de 12.04.2008

"

APONTAMENTOS SOBRE RELAÇÕES IGREJA(S)-ESTADO (1)


Anselmo Borges
padre e professor de Filosofia
1 A declaração do arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, reeleito presidente da Conferência Episcopal Portuguesa - "o Estado democrático não pode ser militantemente ateu" - só pode entender-se como manifestação de profundo desagrado face ao Governo actual. Mas é incorrecta e infeliz. De facto, vive-se, em Portugal - e bem - num Estado laico, portanto, com separação da(s) Igreja(s) e do Estado, de tal modo que este não pode ser militantemente ateu nem militantemente católico ou muçulmano, por exemplo. No domínio religioso, é sua função salvaguardar e defender a liberdade religiosa de todos.

2. Lá no fundo, o mal-estar provém da Concordata, ainda não regulamentada. As mudanças de Governo terão contribuído para o atraso da regulamentação. Mas há quem fale - e as suspeitas podem não ser completamente infundadas - de alguma má vontade contra a Igreja por parte de sectores governamentais ou adjacentes.

Pessoalmente, penso que não seria necessária uma Concordata. Para maior liberdade e autenticidade evangélica da Igreja, seria mesmo de evitá--la, bastando uma lei geral de liberdade religiosa, que não ignoraria a proporcionalidade numérica e a influência histórica do catolicismo. Evitar-se-ia desse modo a impressão frequente de se estar em presença de um "Estado" espiritual frente ao Estado temporal.

Mas, uma vez que o Estado a assinou, deve cumprir, honrando os seus compromissos e, concretamente, procedendo o mais depressa possível, em diálogo, à sua regulamentação.

3. Tanto o Estado como a Igreja têm de assumir que o Estado é laico. A sociedade, essa, não é laica, mas pluralista: a maioria da população é religiosa, com filiação católica, mas há outras confissões religiosas e também ateus, agnósticos e indiferentes.

Enquanto forças vivas da sociedade, tem de reconhecer-se à Igreja e às diferentes confissões religiosas liberdade para anunciarem a sua mensagem, que implica também denúncias de injustiças e pronunciamentos nos domínios da sociedade e dos seus valores e antivalores. Mas, dentro do pluralismo de valores, a Igreja, no cumprimento da sua missão, tem de contar com a sua força moral e espiritual de convicção e não com a força do braço secular.

4. É neste quadro de liberdade e respeito que devem ser encaradas algumas questões em debate.

a) Se as religiões prestam serviços sociais, nos domínios da assistência e solidariedade social, da educação, etc., porque não há-de o Estado apoiar financeiramente?

Não refiro as outras confissões, por não ter conhecimentos suficientes. Quanto à Igreja católica, nestes domínios, não me parece inadequada a opinião de quem afirma que frequentemente a Igreja faz melhor e mais barato, de tal modo que, se houvesse contas e relatórios claros, talvez os contribuintes acabassem por perceber que saem beneficiados com os apoios do Estado às actividades sociais da Igreja.

b) No que se refere às capelanias hospitalares, respeitado o pluralismo religioso, não vejo, no quadro de uma compreensão holística da medicina - há hoje estudos científicos que mostram os contributos e benefícios da assistência religiosa e espiritual para a saúde -, razões para dificultar a presença espiritual nos hospitais. E, se se trata de um apoio relevante, porque rejeitar um apoio financeiro do Estado?

Aliás, não percebo as dificuldades levantadas às capelanias hospitalares, sobretudo quando se não ouviu levantar a voz quanto à capelania militar. Por mim, prefiro o Deus da hospitalidade (hospital vem do latim hospes - hóspede) ao Deus dos exércitos.

c.) Quanto ao divórcio, é natural que a Igreja tenha a sua concepção do matrimónio e a defenda.

Em certas situações, porém, o divórcio é inevitável e até moralmente exigido. De qualquer forma, o casamento e a família constituem uma instituição fundamental, que merece ser salvaguardada e protegida, não tendo o Estado vantagens em dar sinais de facilitismo hedonisto-individualista e fragilizar o princípio: pacta sunt servanda (os pactos são para cumprir).
"

JSM disse...

O anónimo deve pensar que a caixa de comentários é o ecoponto onde se despeja o lixo dos jornais. Eu, respondo ao Padre Anselmo se ele me responder a mim. Mas já que faz de pombo correio diga ao Reverendo que a crónica do DN é um belo edifício mas que assenta numa frase enigmática, que pode deitar tudo a perder - 'o estado é laico' - um adquirido que ninguém discute, poucos percebem, e que eu não aceito sem descodificar. No sentido da propaganda anti-católica é o mesmo que dizer que os pais devem ser laicos no que toca à educação dos filhos, para que estes escolham e pratiquem a religião que quiserem! E desde a idade que quiserem! É uma espécie de imparcialidade ( e abstinência) que permite que os professores também se demitam das sua funções. É a mesma árvore que produz o 'estudante telemóvel'! O Reverendo Anselmo (e o anónimo) que se responzabilize por esse fruto apetecido! O problema é que foi essa mesma isenção que deixou os gregos entrarem em Tróia... no cavalo de pau. Sem ofensa para os cavalos.
Quem quiser ser enganado, que se engane, mas comigo não contem.

Anónimo disse...

Você é um javardo, jsm.

JSM disse...

Se há quem me chame javardo
Outros pensam que sou santo
Sobrevivo neste encanto
Vá de retro a poesia
Tenho as rimas na cabeça
Pois não sei o que lhes faça!

Mas nada disto tem graça
Fui brusco no comentário
Reclamo assim o perdão
O anónimo tem razão
Eu é que estou enganado!

O laicismo também não
Muita paz e obrigado.

Anónimo disse...

Voçê de santo não tem nada!
O poema saiu coxo: esqueceu-se do predicado e da forma verbal de "O laicismo também não" - não foi propositada a omissão, assim constata-se que é apenas uma rima forçada, tal como a sua ideologia.
A primeira estrofe parece dar razão ao comentário de aqueloutro: "está tudo a fumar erva no Vale de Acór".
Mas ainda bem que pede perdão, já é um princípio!
Tudo em si é contradição e falsidade, da soberba à humildade em meia-dúzia de medíocres linhas, para já não falar da falta de sentido da sua verborreia.
Se pensa que vou perder tempo com poemas para lhe oferecer, desengane-se, pois o blog dos desestruturados não é merecedor de grandes simpatias.


Mas prontos, é assim, tipo (esforxo-me por adkuar o discur-so hà sua kapassidade de cumpreenção):


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Guerra religiosa esvaziada

13.04.2008, Frei Bento Domingues, O.P.


Depois da Conferência Episcopal a imagem dos bispos ficou mais resguardada perante as fábricas de opinião


1 Segundo alguns meios de comunicação social, estava preparada uma guerra religiosa, entre a Igreja e o Governo de maioria socialista, que seria declarada durante a assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), reunida em Fátima, de 31 de Março a 3 de Abril de 2008.
Para desencadear o conflito, a Igreja teria motivos graves: o anteprojecto de simplificação do processo de divórcio, a suspeita de um ateísmo militante do Estado, as tensões acerca dos atrasos na regulamentação da Concordata, o receio da legalização do casamento dos homossexuais, a falta de resposta da ministra da Educação acerca da presença da Igreja nas escolas, a assistência religiosa nos hospitais, entre outros.
Numa queixa pública, D. Carlos Azevedo, porta-voz da CEP, realçava alguns em tom paternalista: "Há forças dentro do Governo que têm uma postura de ataque à Igreja Católica e penso que falta, da parte do primeiro--ministro, uma vigilância coordenadora de actos e medidas avulsas que ferem e atingem quem anda há muito a servir a população". Pede a José Sócrates "uma ética política que não fique refém dos interesses imediatos nem das influências de um ou outro ministério e do PS" (PÚBLICO, 30/03/2008).

2 Perante esse clima, uns imploravam o regresso de D. José Policarpo, o conciliador, outros insistiam na opção por uma linha ainda mais dura.
Nunca acreditei muito nessa retórica de guerra - recorrente, aliás, em títulos, notícias e comentários de toda a ordem - e não era só porque havia, pelo meio, o dia 1 de Abril. Não conseguia imaginar que o episcopado português ignorasse o recente desfecho do lamentável afrontamento entre os sectores mais conservadores do episcopado espanhol, comandado sobretudo pelo cardeal Rouco Varela, e o Governo de José Luis R. Zapatero. Ao confundir a missão da Igreja com a política do Partido Popular, liderado por Mariano Rajoy, não foi só este o derrotado. Valeu à imagem beligerante da hierarquia espanhola a intervenção do núncio apostólico, D. Manuel Monteiro de Castro, por sinal um português, que, no momento mais quente, convidou Luis Zapatero para uma agradável merenda na nunciatura.Em que ficou, afinal, a tempestade anunciada? O porta-voz, D. Carlos Azevedo, saltou. Foi substituído pelo padre jesuíta Manuel Morujão. A imagem dos bispos fica, assim, mais resguardada perante as fábricas de opinião. Alguns dossiers, como o da simplificação do processo de divórcio, nem considerados foram. No programa Diga Lá Excelência, D. Jorge Ortiga, reeleito presidente da CEP, apareceu manso como um cordeiro. Esclarece: "Reconhecemos, e afirmei--o categoricamente, a laicidade do Estado. Gostaríamos, e falei sempre no condicional, que a laicidade fosse uma laicidade inclusiva, que incorporasse a dimensão religiosa nas suas atitudes e, daí, que tivesse feito essa afirmação, onde efectivamente dizia que um Estado militantemente ateu talvez não seja aquele que nos convém". Confessa, por outro lado, que não há nenhuma intenção, na Igreja, de atacar e ferir o Governo, acrescentando algo que poderá ser considerado oportunista: "Neste momento a Igreja em Portugal não está numa situação de atacar, mas de diálogo". (PÚBLICO, 6/4/2008).

3 O presidente da CEP teve o cuidado de não atribuir as dificuldades da Igreja só às forças adversas. Sublinha que as suas intervenções não tinham, como primeiro destinatário, quem deseja enfraquecer ou impedir a influência da Igreja no espaço público, embora saiba que esse fenómeno é real. Fala, sobretudo, para o interior da Igreja: "É aí que nós temos de insistir. Temos de ter consciência de que cerca de 90 por cento dos portugueses se declaram católicos e temos de assumir a responsabilidade e interrogarmo-nos por que não são praticantes. Temos muita culpa nisso".
Acertou no alvo. Portugal não está em baixa quanto a preocupações de ordem espiritual. Há investigações que documentam o seu crescimento. Pelo contrário, a queda da prática sacramental é impressionante e esta, na Igreja Católica, é insubstituível. Não se percebe como as orientações do Vaticano que a exaltam acabem por a tornar impossível em muitas situações. Por isso, não direi que a culpa é do episcopado português, salvo por este não contrariar algumas orientações romanas incompreensíveis. O grande cisma, na Igreja pós-Vaticano II, não é o dos "lefebvristas" franceses, para os quais, agora, se dirigem os passos da reconciliação. A opção manifestamente errada, sem remédio à vista, começou em 1968 com a publicação da encíclica Humanae Vitae. Como diz o bispo Georges Gilson, "o que decidimos em 1968 não é praticado nem sequer pensado. Para mim, é um drama, não há outra palavra" (1).
A decisão desastrada de há 40 anos resulta precisamente da confusão denunciada na entrevista de D. Jorge Ortiga: "Às vezes, pensa-se que a Igreja é hierarquia. Eu acho que a Igreja não é hierarquia". Todos os cristãos podem dizer com verdade: "Nós somos a Igreja".
(1) Catherine Grémio/Hubert Touzard, L"Église et la contraception: l"urgence d"un changement, Paris, Bayard, 2006.

»

Texto de Frei Bento Domingues, O.P.; Público; 13.04.2008.

JSM disse...

Este seu segundo comentário é melhor que o primeiro, embora mais extenso. Mas não faz inteira justiça aos meus versos! Confesso que esperava outra benevolência! Aceito que a primeira estrofe, repentista, exagerada, tortuosa, tenha ficado ligeiramente aquém, mas quanto ao verso 'o laicismo também não' já não concordo com a crítica, pois é ele a chave do poema, inspirei-me numa frase de Dali, também sem verbo e predicado, e que assim negava o discurso anterior, pensei que conhecia! No resto concordo com quase tudo e ainda bem que trouxe o Frei Domingues, para ler mais tarde.
Sobre a ortografia utilizada na parte final, agradeço, percebi tudo.

Anónimo disse...

Ainda bem...

Anónimo disse...

Caro JSM,

com todo o respeito mas não percebo bem este seu texto. A maçonaria não inspira qualquer tipo de confiança, os seus objectivos , como bem sabe são sempre os mesmos, sobretudo no que se refere à Igreja Católica.O queéuq e quer dizer com «haja abertura» ou com «assim a hierarquia saiba estar à altura...»
Um abraço,

Mariana

JSM disse...

Cara Mariana
Vou directo ao assunto: se o porta voz da Conferência Episcopal admitiu a 'abertura' é porque entende, como eu entendo, que a maçonaria, as várias maçonarias, podem alterar comportamentos (e finalidades), até à data inaceitáveis para a Igreja Católica. Por outro lado, se o Grande Oriente Lusitano e as restantes maçonarias se apresentam na televisão pública numa postura de diálogo com a Igreja, podemos admitir que estão dispostos a alterar esses comportamentos ( e finalidades). Porque o fazem? E porquê agora? Devemos ou podemos acreditar em tal? Isso são perguntas que não têm resposta fácil e que o tempo ajudará a esclarecer. Eu tenho a minha opinião pessoal que neste momento não vem ao caso. Mas a forma como a hierarquia lidar com esta situação, ou o que é o mesmo, a forma como conseguir lidar com o estado laico, republicano, e socialista, será a medida para avaliarmos se está ou não à altura das circunstâncias. Esta é a minha opinião... e convicção.
Os meus cumprimentos.

Anónimo disse...

JSM, se bem me recordo o PS teve à volta de 40% de votos dos eleitores portugueses. Acha mesmo que são todos maçons? O Grande Oriente Lusitano terá provavelmente menos militantes que o nº de padres da Igreja Católica Portuguesa! Quanto à maçonaria regular portuguesa, não passa dum bando de criminosos... Guterres era maçon? Sócrates é maçon? A maçonaria poderia desaparecer toda de Portugal, até ajudaria o meu caro João Saldanha nessa luta, que a sociedade portuguesa permaneceria exactamente igual ao que é hoje! Seria maioritariamente socialista, laica, republicana e católica!

Cumprimentos cordiais,
João Resendes

JSM disse...

João Resendes
Vamos por partes: Primeiro a questão dos votos, são 40 como poderiam ser 60% os votantes no PS que esse facto nada diria sobre quem manda (ou controla) o aparelho de estado. Portanto, não vale a pena desvalorizar a importância de determinadas 'irmandades' na condução da política portuguesa, não é de agora, e tome mais atenção aos apelidos, porque muitos deles transitaram do estado novo para este estado de sítio. Como já tinham transitado do final da monarquia para a primeira república. Que somos um país de adesivos, isso é universalmente conhecido. Aliás, os portugueses que apoiavam Salazar eram (e foram) os mesmos que apoiaram esta terceira república. Mas eu posso não ter razão e portanto gostava de saber que forças ocultas, tão poderosas, fabricaram uma constituição que impede que mudemos de regime?! Não me diga que foi o povo português que armadilhou a constituição com o sofisma da 'forma republicana de governo'! Não acredito. Perguntou também por Guterrez e Sócrates como poderia ter perguntado por Salazar - seria maçon? O que sabemos é que era o chefe de um governo de coligação, mas não sabemos dos compromissos...
Vamos por fim à última parte, a (sua) surrealista conjugação do português típico: laico, republicano, socialista e católico. Bem, eu posso dizer-lhe que conheci portugueses que íam (ferverosamente) à festa do avante e à procissão de Cacilhas! Mas talvez seja bom regressar à normalidade e a uma certa coerência. Até porque nunca tive inclinação para raciocinar no Rilhafoles. Além do mais essa sua conclusão contradiz oito séculos de história e de monarquia! Ainda são uns séculos!
Cumprimentos.

PS: E já só falta um M! Mas atenção ao S... porque 'no tempo em que eu nasci havia um S...?

Anónimo disse...

Desculpe-me João Resendes meter na conversa, e desculpe-me João Saldanha (pelos vistos é o seu nome), mas não conhece a República de Platão?
Você é mesmo saloio ao querer encostar os republicanos, quase todos os portugueses em 2008, à maçonaria. É hoje tão normal ser favorável a um regime republicano, que até ninguém o defende, nem ninguém se lembra de se assumir como republicano - exceptuando talvez algumas pitorescas pessoas. Todos os países/estados formados desde o séc. XVIII são repúblicas, na América, na Europa, na África (aqui parece que há um ou dois reis em novos países minúsculos e sem importância) e na Ásia e Oceânia. É a normalidade e é boa! República quer dizer coisa pública!

Primo de Rivera

Anónimo disse...

PS: Evidentemente, na Oceânia foi lapso, só há dois países (grosso modo) a Austrália e a Nova Zelândia que permanecem com a rainha do Reino Unido como chefe de estado simbólico (por enquanto) à semelhança do Canadá.

Primo de Rivera

JSM disse...

Agradeço os vossos comentários e informo que a partir de agora só responderei se as intervenções não forem ofensivas e se cingirem ao conteúdo do postal.

Anónimo disse...

João Saldanha já insultou e desrespeitou tudo e todos neste blog. No entanto agora a ave rara ficou melindrada!

Anónimo disse...

Caro Jsm,

Obrigado pelos seus esclarecimentos.
também acho que neste momento não vem ao caso, e continuo a desconfiar muito da honestidade destes novos propósitos da maçonaria.
No entanto acho e espero que a Igreja tenha a sabedoria para lidar com esta situação. O nosso querido Papa sabe o que faz e Santa Sé também, assim como sabem em assuntos bem mais importantes do que este, como a condução e conversão diárias deste povo tão grande que é o corpo místico de Cristo que se nos faz companhia a caminho da eternidade.
um abraço a si e a todos os que escrevem neste blog,

Mariana

João Amorim disse...

Caro Primo de Rivera

Estou estupefacto pelo sua inteligência demagógica quanto ao estado daquilo que é a "normalidade" e ainda por cima da bondade da coisa! República quer dizer coisa pública? Qual? A das bananas? Pensava que a república fosse uma concessão deste estado (de coisas) a privados por 5 em 5 anos.
Já agora uma pergunta para a sua eloquência: uma criança quando nasce nasce repúblicana... ....?