terça-feira, 11 de setembro de 2007

Educação e televisão


Temos de concordar que a televisão é inimiga do diálogo, e o diálogo é regra de ouro na família. A televisão, embora possa ter algumas coisas boas, se não é usada com prudência e sabedoria pode "disfarçadamente" deseducar os filhos e desencorajar hábitos que tanto trabalho deram aos pais a fomentar. É imprescindivel ter muita atenção e cuidado com os média, nomeadamente com a televisão. A regra deve ser a televisão apagada, sobretudo durante as refeições. Quem acende a televisão devem ser os adultos, sendo que os filhos se quiserem terão de pedir autorização aos pais para verem determinado programa. O deixar ou não ver determinado programa, concurso, filme ou documentário, deve ser uma decisão ponderada pelos pais com base na qualidade do programa em si e não com base no comportamento da criança ou na sua vontade. Há de facto algumas coisas boas na t.v., ela pode proporcionar um entretenimento saudável e moderado se for usada de forma razoável e inteligente (como meio de unir a família portanto! e não o oposto).
O ideal é que haja apenas um aparelho de televisão na casa, isto dá aos pais um maior controle e faz com que todos sejam mais responsáveis na sua utilização. O desejado é que a família possa assistir em conjunto a bons programas, filmes, eventos desportivos, que sejam fonte de diálogo, de troca de ideias, risos e emoções em conjunto. Claro que as crianças podem fazer sugestões e pedidos para ver determinada série, mas são os pais que decidem como, o quê e quando (depois de se informarem bem acerca do programa e do seu conteúdo educativo). Esta liderança enfatiza a autoridade dos pais.
O que os pais devem procurar no uso moderado da t.v. não é apenas proteger as crianças, mas também ensiná-las a discernir por meio de critérios firmes, o que é bom e o que é mau.
Quando se tem um controlo sobre a televisão e esta sai "do centro da sala", acontecem espaços de tempo (inicialmente estranhos mas depois maravilhosos) para a vida em família. Mais tempo para pais e filhos se conhecerem, jogarem juntos, lerem bons livros, ajudarem-se mutuamente nas tarefas de cada um... Regra de ouro: saber tirar o melhor partido do pequeno ecrã!

4 comentários:

FernandoRebelo disse...

Quando se vive em pequenos compartimentos e ninguém se apercebe dos mesmos, a coisa é grave.
O problema não é o pequeno compartimento que se chama televisão, é mais vasto.
É um problema social.
Não há "uso moderado da tv". Há alternativas que passam por se ter dinheiro para jantar fora, para ir ao teatro ou ao cinema ou a qualquer outro espectáculo. Há alternativas que passam pela posse ou não de capital.
E, francamente, a mim não me apetece exercer como Mesa Censória, Comissão de Exame Prévio ou Real Mesa Inquisitória.
Começo a ficar farto de países que não conseguem assumir o seu forte apego ao paganismo e tentam disfarçar com um fundamentalismo católico apostólico românico (Portugal, Espanha e Itália, p.ex.)
Quanto à educação dos filhos vou ali e já venho...
1º Ninguém me pode mostrar que estudou para ser pai ou mãe.
2º Ser pai ou mãe aprende-se na prática e a prática não é linear.
3º Quem não se gosta de ver confrontado com estes comentários mude-se para a Madeira...

Anónimo disse...

Para muitas famílias um bom programa de tv, tem que ter voyerismo, escandalo, sexo, violência, corrupção, ostentação, demagogia...
Os programas educativos ou documentários históricos ou científicos, são chatos e caretas!
Têr tempo para lêr? só se for a Maria ou a Bola, mas isso é muito melhor na TV!
Só Um TV SET? isso é que era promover a guerra familiar!
Não sei em que Planeta o meu amigo vive, mas seguramente não vê este (o da realidade portuguesa) o dos FEIOS PORCOS E MAUS!

Rute Borges disse...

No que diz respeito a este artigo, penso que nem tanto ao mar, nem tanto à terra.
Penso que o segredo da educação não é a autoridade só, sendo também ela é muito importante. O segredo maior é a relação, o conhecimento, a ligação, o respeito, o vinculo. E na minha opinião isto não se cria apenas e nem com uma autoridade em demasia, mas com autoridade sim, mas muito com acordo, escolhas em conjunto.
Um beijo e parabéns pelo artigo.

Anónimo disse...

Ao fernandorebelo gostaria de dizer que há REALMENTE alternativas que não passam por ter dinheiro para gastar mas por ter inteligência para as descobrir e até inventar. Há uma simplicidade de vida que se pode viver com muita alegria e dar às crianças a possibilidade de a conhecer, e de crescer gratos pelo possível "tanto no tão pouco" da vida de qualquer um de nós.