terça-feira, 17 de julho de 2007

Nação Carente

Dediquei-me, há pouco mais de ano e meio, numa hora nocturna com tanto de insónia quanto de vivíssima lucidez, a comentar o atrevimento do então Presidente Sampaio, que por esses dias se dedicava a publicitar a obra que encomendara à pintora oficial de regime, de cujo nome, por ora, não me quero lembrar. Trata-se de um conjunto de quadros que foram colocados a ornamentar a capela do palácio de Belém. Tendo deparado no último sábado com uma entrevista da mesma ‘passionária’ no jornal semanário que frequento e face aos episódios eleitorais que, uma vez mais em Julho, nos guilhotinaram, permito-me partilhar convosco o meu desgosto, mas deixando também, certamente, antever algo do que preenche o meu gosto. Face a circunstâncias que se alteraram, algumas metáforas perderam a pertinência. Por causa de um ou outro constrangimento cortei algumas linhas. Mas, ainda assim, requentado, aqui fica este longo gemido.





Sua Excelência Soberana
anã rã pã
disforme de bom gosto
cegou,
encomendou,
capitulou
e transferiu assim
-contente-
a morgue da Rego para o Palácio!

Mulher exposta descomposta,
mulher embriagada de ressentimentos,
mulher feia no rosto da obra,
mulher configurada desfigurada,
ei-la que berrou,
ou entornou,
ou secou,
ou espirrou –isso-
ou expirou
- ela diz que pintou-
a Anunciação,
a Purificação,
a Natividade,
a Adoração,
a Fuga para o Egipto,
a Lamentação,
a Piedade

que são outros tantos nomes gratuitamente deslocados para descrever as suas insónias,
dificuldades em concentrar-se,
má disposição crónica e desgostos vários
que, afinal, sempre os temos!

E eis, por isso, que nos permitimos sugerir-lhe com toda a sinceridade, com generosidade mesmo:
ela que pinte a mãe, o pai, os irmãos e os filhos e os primos e os vizinhos e mais quem quiser.
Que imprima as suas cores e tensões e todas as outras geniais e comerciais intuições.
Mas ela que nos deixe sossegados.
Ela que nos respeite os sacrários.
Ela que entre para a história pelo lado do mérito.
Ela que faça o flirt ao presidente enviando-lhe postais com outros temas,
como, por exemplo:
Os Painéis de São Vicente (Nuno Gonçalves): o presidente a fazer compras no El Corte Inglês com 40 empresários amigos;
Lição de Anatomia (Rembrandt): outros amigos do presidente a mexer nas vísceras das vítimas (vg, Fidel de Castro, Eduardo dos Santos...);
A Rendição de Breda (Velázquez): o presidente solidário a visitar uma sala de chuto;
Os Fuzilamentos de 3 de Maio (Goya): o presidente a ver o telejornal das privadas;
O Império das Luzes (Magritte): enquanto no céu de Lisboa a luz dança, as janelas abertas do palácio mostram que por ali é noite;
Gótico Americano (Grant Wood): retrato de família;
O Juízo Final (Miguel Ângelo): o presidente de joelhos diante das vítimas do aborto;
Natureza Morta: o presidente a falar à nação que prefere o canal da bola.

Mas está visto que o presidente, que pensa, não pode aceitar a sugestão.
Porque ele pensa o pensamento prensado por outros,
hoje já com um certo travo a azedo, empada de antiga ética laica e republicana,
respeitosíssima dos direitos de todos os cidadãos, iguais face à lei,
mas capaz de uma escapadelasita passional legitimadora de se achincalhar os católicos.

Que fazer, por conseguinte,
já que o presidente é culto, burguês,
e gosta de tertúlias,
das pastelarias de Lisboa e dos pasteis de Londres?
Que fazer, então,
agora que deu em apreciador de pasteis de massa envenenada
made in England,
lá por entre as brumas onde se passeiam feiticeiras castiças


Daí que viva a república!
E que venha de Inglaterra uma vez mais o ultimato!
Que venha de Inglaterra uma vez mais a aliança secular da rainha vitoriosa,
corsáriasita de pincel na mão,
a insinuar-se junto do sucessor angustiado pela necessidade de deixar a sua marca na história.
Ela que venha impor o mapa que retalha a geografia de uma fé.
Sim, que venha o bolo inglês amargado.
Que venha a ancestral democracia imperial desembaraçar-nos da mínima convicção católica.
Que venha outro sorriso liberal à Blair brandir argumentos cirúrgicos contra os inimigos da liberdade.

Porque a democracia tem coisas destas:
o supremo magistrado da nação
–sabichão da flacidez dos ungidos do Senhor,
cansados da história-

encomenda a violação
e recomenda e não se emenda:
a religião que seja bombardeada
já que é perigosa a sua química potência de destruição maciça
capaz de atingir, tingir,
de arrepiante castração o Portugal moderno.
Importe-se a libertação:
e que importa o seu vómito de despeito?
Porque, note-se, o presidente é um democrata!
Ele preocupa-se com o Iraque!
Ele visita minorias!
Ele é um homem ousado,
embora de atrevimentos já um pouco usados;
Ele é um homem de faro e dá-se bem com os resíduos sólidos por tratar;
Ele é um homem marcante no cenário da cultura, com especial gosto por cenas tristes;
Ele recomenda sem cessar fogo: a ONU!
Mas o presidente é covarde: vai nu!
Nu no 25 de Abril de 74: no abrigo de sua casa!
Nu na casa que é de um povo e que profanou agora!

A autonomia da arte não licencia ao inquilino inquinar a capela.
A autonomia da arte não licencia o desaforo;
A autonomia da arte não licencia a desforra;
A autonomia da arte não licencia o vómito institucional.
A autonomia da arte não licencia a exibição das menoridades espirituais do génio da pequenota.

Enfim, lamentamos dizê-lo naquele estilo porreirinho,
Presidente é de mau gosto!
Presidente és vesgo no gosto!
Presidente és um desgosto!
Presidente tens mao gosto!

Talvez que vomites esta argumentação assanhada e te aprontes a exclamar:
Eis a intolerância! Eis a reacção!
Ah! Ah! Já ouves os passos da inquisição?
Ei-la aí, então, vizinha de pesadelos microscópicos
ampliados nessa cabeça ruiva, rasa de percepção.
Acorda:
o inimigo desta vez é a besta que não permite que o teu povo vá mais longe
do que pequena área da TV, caixinha alarve,
alarde da autonomia do intelecto
alienado, confiscado, ofuscado, vulgarizado, pasteurizado,
já sem sabor nenhum senão a pacote.
Sim, acorda!
O teu povo está
distraído da actividade de pensar
a qual é ligeiramente mais complexa do que ler o Record
ver novelas,
contabilizar sondagens,


Mas tu não estás isentado de percebê-lo,
tal é o espectáculo
boçal que nos legam as nossas elites,
elas também alienadas na sua falta de ambição de sentido e significado,
esgotadas na luta entre o estar bem e o bem estar,
própria desse navegadores adoentados,
descendentes daqueles de 500 que,
receosos,
ficaram por cá,
encarregues de guardar os quintais uns dos outros.

No mais e ao resto liberalizar:
aborto, droga,
nados mortos onde se a cultura se afoga
com a benevolência do regente de cabeça ruiva,
ruça de percepção.
É que nem a vizinhança da Torre vos salva,
Excelência Soberana anã rã pã,
do contágio da mesquinhez,
coveiro da necrópole da Rego no Palácio...

(E tu, Paula, bate, continua a bater:
não serias a primeira de tal nome a cair da besta
aterrando finalmente por terra.
Coragem! Ânimo! Rasgo! Originalidade!
Dois mil anos mais à frente,
cem anos depois,
continua a arranhar nas cenas sagradas e no Padre Amaro.
Deus é mais generoso do que nós:
talvez que um dia resvales para dentro
...e sossegues!)

20 comentários:

Anónimo disse...

Meus Senhores:
Alguém de juizo, talvez o Padre Pedro deverá urgentemente fazer um balanço e pôr ordem na casa!
Os Senhores afirmam-se como Católicos , fora de Esrutura para criticar o sistema.E, sob siglas mais ou menos anónimas, alguns estão a permitir-se, escrever artigos, impensáveis.Porquê a linguagem tão pouco propria, para não dizer ordinária? Porquê este postal tão fora de tempo,em tão mau português,sem coerência de ideias ou de argumentos? A Igreja Católica costuma ser sábiamente diplomática.Os Principes da Igreja, são cultos e requintados.Os Evangelhos são exemplares no conhecimento da natureza humana,das suas angustias e problemas e por isso lidos por muitas pessoas, independentemente da religião.Não se lhes exige tamanha cultura ou sagacidade.Mas, convenhamos isto é muito mais próprio de um qualquer folheto pornográfico , como o anterior ao do Bissolvon (com nivel), estaria melhor num quadro de revista.
Reparem :
1 -"o espectáculo boçal das elites"??? bom e todo esse período..é todo um chorrilho de asneiras. O que quer dizer? As elites, boçais, sem ambição descendentes dos que por cá ficaram(?????).A elite engloba e felizmente pessoas de todos os quadrantes políticos. Mas se este Sr as considera assim, como nos classifica a todos os que a ela não pertencemos?Numa só frase conseguiria ofender todo o povo , não fora a capacidade de já termos perceboido que o Sr Pope é tolo!
2 - " Porque a democracia tem coisa destas...agora" é inqualificavel -sem estilo, nem gosto, ordinário nas insinuações veladas. Durante as tais horas de insónia, bebeu, foi?
3 - Sobre as frases sobre a autonomia da Arte, que deve ter pensado, sem modéstia, terem -lhe saído particularmente bem ,- que génio! que verve!- só há um comentário:
A autonomia dos loucos - neste caso do Sr Pope - não licencia a triste exibição da sua loucura. Tenhamos pudor: isto não é uma feira , onde se mostram as aberrações da natureza!
Guardem o Senhor Pope!Não o deixem expor-se à galhofa da população.E, se ainda houver possibilidade, tratem-no!É um espectáculo triste e degradante.
3 - Sr D. Duarte, Sr Cardeal Patriarca, Sr Bispo de Setubal, Padre Pedro, acreditem que estamos convictos que não passou de um acto isolado dum louco!
Mas, apesar de não terem culpa, para qualquer um, um seguidor deste calibre, é um constrangimento dificil de superar!

João Távora disse...

Ao comentador anónimo: A sua COBARDIA é mesmo a coisa mais feia. Por quê tanta bestialidade?

takitali disse...

Caros amigos, de facto o postal em si mesmo casou com a leitura que em tempos fiz sobre as mesmas circunstâncias, no entanto o que suscita comentário, é o primeiro comentário de "nick" anónimo.
As regras que sigo desde os alvores da blogosfera, não me deixam entrar em polémica, muito menos maltratar os frequentadores desta casa, por respeito à dignidade dos seus autores, pelo que apenas manifesto ao seu anfitrião a minha solidariedade, e disponibilidade total e vital. (esta última do vital nem eu imagino o que quero dizer... certamente mau português!?)
Um abraço

Anónimo disse...

Caros amigos
lembro-me claramente do directo exibido, já não sei em que canal televisivo, da inauguração da "exposição" da dita obra.
A famosa, que estava visivelmente embriegada e para que dúvidas não existissem de copo na mão, mal se tendo de pé, resolveu a cada pergunta quanto às motivações e inspirações para a encomenda, com todo o tipo de blasfémias, "GRAÇOLAS", provocações baixo nível/ventre, em relação à fé, Igreja, "actores da história da igreja", á VIDA e pior que tudo às "cenas/episódios" representados. Referia inclusivé, as mais odiondas metáforas e comparações, entre os referidos "episódios" representados e as suas experiências/leituras de vida e/ou da história da Igreja.

O "tal senhor"... assistia deslumbrado, com aquele ridiculo ar, de quem sorve tudo o que um génio da arte diz.

Meu caro anónimo:
Loucura!!????
CORAGEM.
A arte quer se queira, quer não (e estão aí anos de história a confirmar as fugas à verdadeira vocação a que cada artista é chamado)é de e para DEUS.
Os pintores devem ser só veículo do seu Santo Espirito.
Mais vale que se partam os pincéis e se queimem todas as telas, por onde tão hediondas blasfémias assumidas (como foi o caso)se projectem.
Antes não pintar, antes não pintar!!

E já agora...
Quando lê Almada Negreiros...
tipo "Manifesto Anti-Dantas" é estranho não é?! Vindo de tão iluminado génio de artista e de Gente...
Também era louco?

Com todo o respeito:
ser-se CATÓLICO não é ser-se diplomata, é viver em Cristo esperando ardentemente o dia em que já só Cristo viva em nós.
Viver pela VERDADE.

Parabéns pelo post, muito bom mesmo.

Abraço
ana

Anónimo disse...

Discutia-se entre os rabinos acerca de quem devia ser considerado próximo. Alguns – referindo-se ao já mencionado texto do Levítico que põe em paralelo o termo próximo com filhos do teu povo – diziam que se deviam amar apenas os filhos de Abraão; outros estendiam este amor também aos estrangeiros que habitavam à muito tempo na terra de Israel. De qualquer forma, todos concordavam com o facto de que os povos distantes e, sobretudo, os inimigos não eram próximos. Os monges de Qumran seguiam este princípio: «ama os filhos da luz e odeia os filhos das trevas» e por «filhos da luz» entendiam os membros da sua comunidade.
Jesus não responde à pergunta do doutor da lei, porque a considera superada.
Para Ele não existe nenhuma barreira entre as pessoas e o problema não está em saber até onde deve chegar o amor, mas em como se deve manifestar e quem realmente ama Deus e o irmão.
É sobre este ponto – o mais importante; aliás, o único que conta – que o judeu e o samaritano são agora confrontados. A avaliação não é feita com base naquilo que se sabe, no que se diz, na fé que se professa com a boca, mas no que se faz.
Um homem descia de Jerusalém para Jericó... (v. 30).
Um homem – diz Jesus que sabe bem quanto é perigoso o lugar – caiu nas mãos dos salteadores que o espancaram, roubaram e deixaram meio morto na estrada.
Quem era? Dele não sabemos absolutamente nada: nem a idade, nem a profissão, nem a tribo a que pertencia, nem a religião que professava; não sabemos se era branco ou preto, se era bom ou mau, amigo ou inimigo. O que teria ido fazer a Jerusalém: rezar ou pandegar? Oferecer sacrifícios no templo ou roubar? É qualificado no mais genérico dos modos: era um homem! É suficiente. Mesmo que fosse um malvado não teria perdido a sua dignidade de homem.
...
O Mestre tinha o «mau hábito» de implicar com as pessoas «religiosas» (cf. Lc 7, 44-47; 11, 37-53; 17, 18; 18, 9-14; etc.) e a razão é a mesma pela qual antes dele, os profetas tinham atacado duramente o culto, os ritos, as solenes cerimónias do templo: Deus não tolera formalismos exteriores, usados como cómoda via de fuga, para nos não deixarmos envolver pelos problemas das pessoas.
A Deus causam repugnância o incenso, os cânticos, as intermináveis orações com que se tenta substituir o empenho concreto a favor do órfão, da viúva, do oprimido (Is 1, 11-17). Jesus cita várias vezes a frase do profeta Oseias: «O que eu quero é misericórdia e não sacrifícios!» (Mt 9, 13; 12, 7).
Os dois «homens de igreja» vinham do templo, e, no entanto, são insensíveis, não experimentam compaixão – o primeiro dos sentimentos de Deus (Êx 34, 6). Isto significa que a religião que praticam é hipócrita e endureceu o seu coração em vez de o enternecer. O que fará Deus desta religião que fornece alibis para escapar aos problemas do homem, que ajuda a pôr de lado os problemas passando «adiante»?
O homem atacado pelos bandidos é para Jesus o símbolo de todas as vítimas das violências físicas e morais.
Fonte: O Banquete da Palavra / Fernando Armellini : Paulinas Editora

Anónimo disse...

ESte texto nada tem a ver com o Manifesto anti -Dantas. Como sabe Almada Negreiros faz um crítica duríssima a justa á representação da Soror Mariana Alcofotado, da autoria do J.Dantas no dia a seguir à sua representação, e acto por acto!Antes e depois o "poeta d'orfeu, futurista e tudo" bate valentemente do Dantas, sendo o final do manifesto, ainda actual - "a necessidade de Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado!"
Aqui não há qualquer critica de estética ao trabalho de Paula Rego.
Aqui depois de lido e relido resume-se que o "mérito da pintora se deve a favores presidenciais-( aconselha~se a entrada na fama por mérito), ao mesmo tempo que se ataca o Presidente, não por factos concretos da sua actuação, mas por ser um ignorante, levado pela boçalidade (e mais qualquer coisa) de uma elite alienada sem ambição e outros dislates que não passam de ataques pessoais e de mau gosto.
Não me parece ver Almada Negreiros insinuar que o Dantas tinha a projecção que tinha por ir por favores intimos ou outra grosseria!
A grosseria é o que distingue este texto do manifesto. O Almada, além de culto era inteligente e sabia como criticar!

SIdeias disse...

"Aqui não há qualquer critica de estética ao trabalho de Paula Rego."

Talvez por não ser possível!!
Não se pode criticar a estética onde ela não existe!!

A.Z. disse...

Caro anónimo (ou anónimos.Ainda não percebi se são vários ou só um!?)desculpe lá o mau jeito de sermos católicos, filhos obedientes à Santa Madre Igreja e à sua doutrina, ao Santo Padre, livres e com ideias (isto irrita muita gente!!) e ao contrário do que diz, com uma cultura razoável e nada parvinhos. Desculpe lá a nossa paixão por Jesus,que não nos deixa ficar calados, e não ser meiguinhos, "diplomatasinhos",
amiguinhos, "conciliadoresinhos",
bem-educadinhos e sobretudo,
permissivos com os Seus inimigos.Dar a outra face, não é calar!
Uma coisa me surpreende. Sendo bem mais inteligente, culto, asseado,bem educado e sobretudo
cumpridor dos Mandamentos de Deus, do que estes vermes, como se rebaixa ao ponto de "Aqui depois de lido e relido..." e comentar este "miseravel" blog?!
Como diz o povo: "Quem desdenha quer comprar!".

Outro Anónimo disse...

Ana e Zala,

Mas por quem sois, têm todo o direito de não serem diplomatas.
Assim como eu tenho o direito de vos partir a fronha quandos vos encontrar; em sentido figurado claro está!

A.Z. disse...

Fico a aguardar esse(s) encontro(s). Numca me esquivei a um bom "partir de fronhas". São importantes para o crescimento!
Saudações.

Anónimo disse...

Podemos encontrar-nos na Igreja de S. Tiago.

Estava a pensar na praia, Costa de Caparica, para que não se aleije muito.

Infelizmente, não pode ser, você é um atrasado mental e ignorante, pai de filhos, e os meus princípios impedem-me de bater nos mais fracos.

A.Z. disse...

espero que tenha a coragem de dar a cara quando me encontrar em S.Tiago! Ou a sua gordura não o deixa sair desse cobarde anonimato?

fátima paisana disse...

Zala pelo Bem tivemos nas Cruzadas, e lá voltaremos de todas as vezes sejamos chamados.

Anónimo disse...

Zala,

Os seus textos dão-me razão.
Por favor não os apague, que podem vir a ser precisos.

E já agora, até sou magrinho...
Você é que abunda de gordura, pelo menos intelectual.

Anónimo disse...

Lamentável,
lamentável sr(a) anónimo(a)...

"Partir a fronha"?!


Quanto ressabiamento...

Sem comentários.
Faço minhas as palavras de Fátima Paisana.

ana

A.Z. disse...

magrinho,

Emendo: "Ou a sua magreza não o deixa sair desse cobarde anonimato?"
Acrescento: o magrinho é mesmo magricelas de ideias.
Adeus magrinho-Pum!

joana disse...

Sim senhora,estou impressionada!Os católicos são insultados diariamente em todo o lado,nas revistas, nos jornais, na televisão, na rádio, no cinema, na literatura, na internet, dizem-se as maiores barbridades sobre tudo e todos! Mas não faz mal, está na moda, e em 99,999999999... dos casos quem o faz não tem qualquer conhecimento de causa ou autoridade moral para o fazer, e os outros ífimos que restam fazem-no com tanto ódio que perdem a razão.Tudo bem, os católicos amocham, não faz mal. Lamento, saíu-lhes o tiro pela colatra,não somos assim, e ainda somos uns quantos, e vivemos na absoluta fidelidade e amizade a Cristo à sua Igreja e ao Papa, completamenet e com muita honra fora de estrura. É isto que vos põe de cabelos em pé, que ainda haja quem ouse viver e afirmar-se assim sem medo. Por isso quando não calamos a nossa indiganção contra os socialistas e maçons instalados, ui, ui, não me toque que me desafina!
No entanto, não vos desejamos mal, esperamos sinceramente que se convertam, porque há outra palavra que vocês desconhecem, Misericórdia.
Até à próxima

Maria Cat disse...

Informa-se o an�nimo mal-educado que nos saiu na rifa, que o seu ressaibrio nos provoca apenas a reac�o de rezarmos por ele.

Quanto �s baboseiras que o c�rebro lhe incita a vociferar apenas lhe respondo: tudo o que n�o � construtivo N�O INTERESSA.

Ficou provado, pela sua atitude de mau-perdedor, que as suas capacidades cr�ticas se encontram bastante limitadas, pelo que deveria reconsiderar se o seu papel de pseudo-cr�tico an�nimo representa alguma utilidade para a na�o.

No entanto, ser� sempre bem-vindo a discordar de quem quer que seja, com respeito por aqueles a quem se dirige.

Se, pelo contr�rio, ficar amuadinho, n�o ter� percebido mesmo NADA do que lhe queremos dizer com a oferta sincera da nossa cordialidade.

Anónimo disse...

Caro Anónimo Gordo ou Magro (tanto faz)
O problema é outro: é que você é pequenino, baixote, sem elevação, não vê ao longe e destorce o que está perto. Do cristianismo você apenas conhece literatura relaxada que lhe impõe manter-se de cóqueras com os adversários e de lança em riste com os ´cruzados'. Convinha você ler outras coisas para além daquelas que o tornaram tisico na alma e convulso nas palavras. (Já agora, antes de responder previna-se com um dicionário de rimas a ver se diz alguma coisa com um mínimo de piada...)
Carlos L. Valente

Anónimo disse...

Museu Rainha Sofia: retrospectiva de Paula Rego em Setembro
O Museu Nacional Rainha Sofia, em Madrid, inagura a 25 de Setembro a maior e mais completa exposição retrospectiva da obra da pintora Paula Rego apresentada em Espanha, com duas centenas de pinturas, desenhos e gravuras da artista portuguesa.

No site do Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia - um dos mais importantes museus de arte moderna de Espanha - Paula Rego (Lisboa, 1935) é apresentada como «uma das pintoras figurativas mais relevantes da cena internacional».

Comissariada pelo historiador Marco Livingstone, a retrospectiva reunirá, até 30 de Dezembro de 2007, cerca de 80 pinturas - incluindo os monumentais quadros pintados a pastel, o seu material preferido desde 1994 - 60 desenhos e 60 gravuras e litografias, «permitindo ao visitante mergulhar na visão da vida - em toda a sua turbulência patética e tragicómica - que a artista nos oferece», refere o texto online a anunciar a exposição.

«A sua obra artística está enraizada em experiências e recordações pessoais, em perversas fantasias e na história da arte e da literatura», acrescenta o museu Rainha Sofia sobre o trabalho da pintora portuguesa, formada na Slade School of Fine Art, em Londres, onde fixou residência.

Na sequência desta grande exposição de Paula Rego, o museu Rainha Sofia irá dar a conhecer algumas das suas próprias reservas, nomeadamente com a mostra «Ausências/Presenças. Exteriores/Interiores», com 45 fotografias de 33 autores espanhóis e de outras nacionalidades realizadas nos últimos vinte anos.

Outra exposição incluída na programação deste centro de arte moderna espanhol é dedicada ao tema do flamenco como marco da cultura visual, sob o título «A Noite Espanhola. Flamenco, vanguarda e cultura popular 1865-1939».

Diário Digital / Lusa

24-08-2007 17:52:00