domingo, 29 de abril de 2007

Uma senhora

Era uma vez uma senhora muito contente.

A vida corria-lhe bem,
pelo menos assim parecia,
pois diante qualquer coisa,
esta senhora sorria.
Sorria na adversidade,
sorria na alegria,
sorria tanto e de vontade,
que sem qualquer caridade,
com ela todos sorriam.

Esta senhora viveu, foi feliz, deixou história.
Dedicou-se de coração, a cada um seu irmão
que pela frente lhe aparecia.

Enfrentou o silêncio, não temeu a solidão
Abraçou o sofrimento, mesmo naquele momento, que ninguém lhe deu a mão...

Rodeada de amizade, sabia estar sossegada,
passava despercebida, (e muito ela fazia!)
e ninguém dava por nada...

No meio da multidão, falava baixinho, segredando
Dizia o essencial, marcava a sua posição
Não se deixava levar por qualquer opinião

Trazia consigo o odor, a essência da Verdade
Transbordava sem esforço, fé, esperança, caridade...

E que bonita ela era, sem causar sensação
Uma beleza discreta, qual janela, porta aberta
onde entra o sol de verão.

7 comentários:

Anónimo disse...

Obrigada por este texto. Que cada um de nós procure ser esta senhora, olhando para aquela "Senhora mais brilhante que o Sol".

Grilinha disse...

Que belo texto...sem dúvida que há gente assim...mas todos nós devemos fazer por ter um pouco dessa senhora. Basta sentir amor pelo próximo e empenhar-se um bocadinho. Ás vezes passamos tempo demais a olhar para nosso umbigo e esquecemo-nos de outras coisas que nos fazem sentir bem...e que fazem este mundo ser um lugar um pouco melhor. Bjs

Anónimo disse...

Muito obrigada por este texto, na verdade todos os dias tento ser um pouco dessa Senhora, é dificil mas vai valendo o esforço. Penso que se todos nós a imitarmos um pouco tudo será melhor. Parabéns e beijinhos. Catarina

cristina ribeiro disse...

Vou contar-vos uma coisa que se tem passado comigo:nasci no seio duma família católica e comecei por praticar o Catecismo sem que realmente O sentisse,embora sempre tivesse pensado e agido como uma cristã,com as insuficiências próprias de um ser humano,claro,mas sempre consciente do Outro,e sempre me senti solidária e atenta ,tentando,sempre minimizar,naquilo que está ao meu alcance,as injustiças,que tantas são.
Mas continuei a viver o Cristianismo de uma forma independente,pois que não conseguia viver uma realidade cheia de maus exemplos,na linha do"olha para o que eu digo,não olhes para o que eu faço";é verdade que,paralelamente,encontrava boas referências,mas insuficientes para me fazerem mudar de opinião.
Até que deparei com um texto de João Távora(no Corta-Fitas) que me fez reflectir;não que tenha mudado substancialmente o que sentia,pois,como disse,já vivia o Cristianismo,só que passei a vivê-Lo de uma forma mais consciente.

Anónimo disse...

Afinal, viver na plenitude da palavra é mais simples do que pensamos...basta ser fiel e simples no pouco. Obrigada por este texto! Margarida

Ivone disse...

É realmente extraordinário como a felicidade depende de nós, tal como a fé, a caridade, etc. Principalmente quando vou dar banho aos meus filhos, nus, sem brinquedos, sem comida, sem nada e basta um simples olhar meu para transbordar dos seus olhinhos a confiança de que a vida é realmente uma benção de Deus, que penso como é fácil fazermos alguém feliz. Obrigada por insistires em dar-me oportunidade de ler esta mensagem tão importante. Bem Hajam.

JSM disse...

Também gostei desta senhora!